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"Correm o risco de acabar como as manifestações Brasil afora, sem organização e sem responsabilidade", disse Paulo Wanderley sobre o movimento dos atletas

Paulo Wanderley, presidente do Náutico
Simone Vilar/Divulgação/Náutico
Paulo Wanderley, presidente do Náutico

A diretoria do  Náutico  não está nada satisfeita com a ameaça de greve de seus jogadores, que alegam atraso nos salários e ameaçam não jogar domingo contra o Vasco, no Rio de Janeiro, pela penúltima rodada do Brasileirão. "Alguns atletas estão insatisfeitos e querem desviar o foco da campanha ruim deste ano. É uma forma de tirar o foco da incompetência de alguns atletas em final de carreira e que provavelmente não conseguirão emprego em canto nenhum", disse o presidente Paulo Wanderley.

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O principal alvo da fúria do cartola é o meia Martinez, porta-voz do elenco na manifestação. "Estamos tomando nossas providências para que isso ocorra de forma tranquila, mas, se depender do presidente, o Martinez está fora", disse o dirigente, que também criticou o movimento Bom Senso FC, que deu apoio ao elenco do Náutioco e ameaçou paralisar o Brasileirão devido ao problema. "Até hoje eles têm feito um bom trabalho e algumas reivindicações justas. Mas estão correndo o risco de acabar como as manifestações que ocorrenm Brasil afora, sem organização e sem responsabilidade. E aí não serão ouvidos em momento algum".

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Lúcio Surubim, gerente de futebol do clube, também reprova o comportamento do grupo de jogadores do Náutico. "A atitude é radical. O Náutico aceita a posição dos jogadores porque eles estão no direito deles, mas nós ficamos descontentes com a forma como eles se portaram", disse ele ao canal Sportv.

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Segundo Surubim, ainda não há definição por parte do elenco quanto à atitude que será tomada. "Até agora os jogadores não comunicaram se irão ou não fazer greve, e estamos esperando esta tarde para conversar novamente e ver como proceder".

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Tanto Wanderley quanto Surubim admitem a dívida, mas dizem que ela é pequena e parcial. "O que está atrasado é o direito de imagem do último mês e apenas para oito jogadores", disse o presidente. "A dívida é referente aos direitos de imagem que deveriam ser pagos no dia 30 de outubro. O Náutico não tinha o dinheiro e não daria para pagar todo mundo, então a diretoria preferiu pagar alguns jogadores ao invés de não pagar ninguém", reforçou o gerente.

Por fim, Paulo Wanderley minimizou o risco de o jogo contra o Vasco não acontecer. "Não acredito na greve, pois são apenas oito atletas. Para o restante não teria nem sentido entrar em greve estando totalmente em dia com seus vencimentos. Não teríamos nenhum problema em colocar no jogo o jogador que quer honrar a camisa do Náutico".

Pagamento apenas para quem fica em 2014

Nesta quinta-feira, os atletas do Náutico revelaram o atraso de pagamentos tendo como porta-voz o volante Martinez. Além de criticar o posicionamento do presidente Paulo Wanderley, os jogadores ameaçaram entrar em greve e disseram que a gota d’água do descontentamento foi um pagamento feito somente aos jogadores que permanecerão no clube em 2014. Os que vão embora seguem sem receber.

Apesar da situação, a programação de treinos está mantida. O elenco faz treinamento nesta sexta-feira à tarde e viaja no sábado para o Rio de Janeiro, onde enfrenta o Vasco da Gama às 17h do domingo, pela 37ª rodada do Campeonato Brasileiro.

*com Gazeta

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