Segundo Flávio Ferreira, da Sintrapav-SP, o operador do guindaste, que não teve o nome revelado, está triste com a tragédia e presta depoimento à polícia

Corinthians e Odebrecht têm tomado cuidado com o operador do guindaste envolvido no acidente fatal ocorrido na construção do estádio de Itaquera , na última quarta-feira. "Muito abatido" de acordo com quem o viu, o trabalhador vai prestar o seu depoimento à polícia nesta sexta-feira.

Deixe o seu recado e comente esta notícia com outros torcedores


O clube chegou a publicar um perfil do operário responsável pela condução do segundo maior guindaste da América Latina, no início deste ano, mas agora prefere guardar sua identidade. Maiores detalhes sobre o seu depoimento também são escondidos para evitar um massacre.

Leia mais: Sindicato diz que alerta contra acidente foi ignorado; construtora nega

"Imagina a pressão no cara. Era praticamente a última peça do estádio que vai abrir a Copa do Mundo. Estava todo o mundo muito ansioso", afirmou Flávio Ferreira, diretor do Sindicato dos Trabalhadores na Indústria da Construção Pesada, Infraestrutura e Afins do Estado de São Paulo (Sintrapav-SP).Desde o acidente, o operário foi liberado para ficar em sua casa, que não é na capital. Mesmo após o depoimento e a volta ao trabalho da maior parte dos funcionários, na próxima segunda-feira, o operador do guindaste será preservado das atividades no canteiro de obras.

"Ele é um cara muito tranquilo, mas está muito abatido. A gente sabe que foi uma fatalidade, mas não tem como o cara não sentir", comentou Ferreira. "Erro de procedimento" foi uma hipótese levantada pela Defesa Civil, segundo a qual esse erro pode ter sido humano ou da máquina.

    Faça seus comentários sobre esta matéria mais abaixo.