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Clubes da quarta divisão nacional têm parte dos gastos pagos pela entidade e seus 14 parceiros

A CBF anunciou nesta quinta-feira o 14º contrato de patrocínio da entidade. A escola de inglês online Englishtown assinou contrato por cinco anos e vai ajudar a entidade a ultrapassar os R$ 250 milhões em patrocínios ao lado das outras 13 parceiras.

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Segundo José Maria Marin, presidente da CBF, o dinheiro dos patrocínios é usado para viabilizar a Série D e, de quebra, garantir apoio de federações estaduais à candidatura de Marco Polo Del Nero nas eleições da entidade em abril. Ele deve concorrer com o ex-presidente do Corinthians, Andrés Sanchez.

“Através dos patrocínios, que não foram poucos e são de muita potencialidade, pudemos fomentar o futebol em todo o país, com suas riquezas é verdade, mas com deficiências. E graças a patrocínios como esses pudemos desenvolver uma Série C e uma Série D abrigando todas equipes que desejam disputar um campeonato profissional”, disse Marin durante o anúncio.

Copa Verde é lançada pela CBF e dará vaga na Copa Sul-Americana

A Série D tem 40 equipes e a CBF paga todos os gastos com transporte, hospedagem e alimentação a 25 membros da delegação. Times que jogam em cidades a mais de 750 quilômetros da sua sede viajam de avião. Distâncias menores são feitas de ônibus pagos também pela CBF. A Série D já teve cinco edições desde 2009 e o último campeão foi o Botafogo-PB.

Bom Senso FC irrita Marin, que empurra solução para clubes e Rede Globo

Agradando a clubes menores, muitos de estados que estão distantes de ter um estadual mais disputado, a CBF agrada a federações fundamentais para garantir a Marin os votos necessários para Del Nero sucedê-lo. Sobre os patrocínios, Marin não esconde a satisfação. “Espero conseguir mais. Quantos temos eu não me preocupo. Quero mais”, disse.

Para agradar os clubes do Norte e Centro-Oeste, a CBF criou também a Copa Verde, que reúne times que não costumam jogar na elite e apenas um da Série B: o Paysandu. São 11 federações contempladas. Partidário do “uma mão lava a outra”, Marin espera que com subsídios e torneios regionais ele consiga o apoio para manter seu grupo no poder da entidade.

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