Vistoria realizada no setor do acidente da Arena Corinthians mostrou que a única área de perigo é onde ocorreu a queda da estrutura metálica

Após nova vistoria realizada na manhã desta quinta-feira, e que se estendeu até às 17h pelo canteiro de obras, ao lado de um oficial do Corpo de Bombeiros e de integrantes da Subprefeitura de Itaquera, a Defesa Civil de São Paulo decidiu manter a interdição de 30% do prédio leste da Arena Corinthians, afetado pela queda da estrutura metálica da última parte da cobertura do estádio, que causou a morte de dois operários na última quarta-feira .

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A interdição do local do acidente corresponde a menos de 5% da obra total do estádio, que deverá receber a partida inicial da Copa do Mundo de 2014 . Assim, na próxima segunda-feira (2), quando está programada a volta ao trabalho dos operários, o restante da obra poderá funcionar normalmente.

Após a vistoria, foi entregue um auto de interdição, assinado por um representante da construtora Odebrecht. Será solicitada também autorização da Prefeitura de São Paulo para execução de obras emergenciais na estrutura afetada . Durante o período de interdição, a Defesa Civil continuará no canteiro de obras do estádio do Corinthians para realizar novas vistorias técnicas.

O período de interdição dependerá da agilidade da Odebrecht em enviar os documentos necessários para a prefeitura autorizar as obras de reparo na estrutura.

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Segundo Jair Paca de Lima, coordenador da Defesa Civil de São Paulo, não houve abalo na estrutura. “A estrutura básica não foi afetada. Não foi constatada nenhuma ranhura ou nada que afetasse a estrutura básica do estádio. A parte de perigo naquela área é somente a estrutura metálica e o guindaste que veio abaixo”, afirmou.

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O coordenador da Defesa Civil disse que ainda não é possível saber o que causou o acidente desta quarta-feira. “A polícia técnica e científica fará todas as análises para determinar os motivos. O que já dá para dizer é que não houve declínio do solo. Soe houve, foi questão de milímetros. Mas é possível garantir que o solo não sofreu afundamento”, afirmou Jair Paca de Lima. 

Ainda nesta quinta-feira, o Miniestério Público do Trabalho anunciou que  convocou as empresas responsáveis pelos ginchos (Locar e Abras) para uma audiência no próximo dia 12 de dezembro. Isso poderá prejudicar o andamento das obras, pois a movimentação da estrutura só pode ser feita através destes ginchos, retardadno a retomada da conclusão do estádio.

Suporte às famílias

Em nota, a Odebrecht informou que representantes da construtora acompanharam nesta quinta-feira os velórios dos dois operários mortos: Fábio Luiz Pereira, em Limeira (SP), e Ronaldo Oliveira dos Santos, em Fortaleza (CE). Garantiu também estar prestando assistência à família das vítimas.

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