Presidente diz que CBF tem portas abertas para receber grupo de jogadores e não teme greve

José Maria Marin, presidente da CBF
Vanessa Carvalho/Brazil Photo Press
José Maria Marin, presidente da CBF

O presidente da CBF, José Maria Marin, disse que a entidade não tem poderes para atender a todos os pedidos do Bom Senso FC, grupo de atletas que cobra da entidade uma atitude que garanta uma melhor condição de trabalho. Marin disse que os clubes e a Rede Globo, maior patrocinadora dos torneios do País, podem fazer mais para melhorar o esporte do que a própria confederação. O assunto irritou o presidente nesta quinta-feira.

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“Temos uma comissão de federações para ouvir os clubes e a CBF não pode fazer pressão nos clubes, forçar entendimentos. Existe essa comissão de presidentes preparados, com longa vivência no futebol, homens preparados, com currículo, diploma. E sempre atento àquela que paga, que é a Rede Globo”, disse Marin, em evento de anúncio de patrocínio em São Paulo.

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Os jogadores, liderados por Paulo André, do Corinthians, e Alex, do Coritiba, cobram um "Fair Play Financeiro" e punição aos clubes inadimplentes. Além disso, pedem menos jogos na temporada com férias de 30 dias e pré-temporada com a mesma duração. A Rede Globo transmite jogos dos campeonatos estaduais e cobra datas para jogos desde janeiro, o que desagrada o Bom Senso FC. Marin lavou suas mãos.

“A CBF não quer intervir e não pode fazer intervenção em clube de maneira nenhuma. Quem tem de se entender é clube e jogador. Quem sabe da necessidade é o clube. Ele contrata e paga”, disse Marin, lembrando dos valores que a Rede Globo repassa aos clubes para as transmissões de jogos das equipes.

“Temos a melhor boa vontade de atender todos os interessados. Associações e sindicatos legalizados que representam as classes. Ouvir a maior patrocinadora, a Globo, parte muito importante, não vou negar. Ouvir todos segmentos. Tem de conduzir isso com habilidade”, disse, sem entrar em detalhes sobre o que pretende fazer para agradar os atletas.

Insatisfeitos, os jogadores têm feitos manifestações em todas as rodadas do Campeonato Brasileiro e não descartam uma greve. Marin não acredita que os jogadores chegarão a este ponto. “Vejo pelos jornais (a possibilidade de greve). Cumpre o papel de organizar tabela e espera que seja cumprida. A CBF espera que os jogos transcorram normalmente. Esse é nosso indicativo”, disse.

Em nota, o Bom Senso manifestou descontentamento com a forma que a CBF vem tratando o grupo. "Aguardamos um posicionamento da CBF e um convite para que possamos avançar nas discussões acerca do Fair Play Financeiro e do calendário brasileiro, dentre outros, sempre em busca de um futebol melhor para todos."

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