Time não compareceu a jogo contra o Atlético Rafaela em protesto pelos sete meses de salários atrasados. Torcida pichou casas de atletas e dirigentes

Em jogo válido pela 16ª rodada do Campeonato Argentino, o Colón receberia o Atlético Rafaela em seus domínios, o Estádio Cementerio de Elefantes, em Santa Fé, às 19h (de Brasília) desta segunda-feira. Mas o time da casa resolveu não comparecer em protesto pelos sete meses de salários atrasados. Essa situação revoltou os torcedores, que entraram em confronto com os policiais e picharam casas de atletas e dirigentes, levarando à renúncia do presidente do clube.

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O Atlético Rafaela foi até Santa Fé, fez o aquecimento e esperou seu rival que não apareceu. Os jogadores do time visitante decidiram abandonar o gramado, assinando a súmula para deixar marcada sua presença no estádio. Enquanto isso, os atletas do Colón se recusaram a deixar o hotel.

Revoltados com a situação, os torcedores do Colón protestaram em frente ao prédio e, depois, foram ao estádio, onde entraram em conflito com os policiais. Além do mais, os fãs do clube de Santa Fé picharam a casa do meio-campo espanhol Ivan Moreno y Fabianesi com os dizeres de "traidor" e repetiram o feito nas residências de alguns dirigentes do clube.

Em meio a essa situação, o presidente do clube, Germán Lerche, renunciou ao cargo. A casa da mãe do mandatário também sofreu represálias, sendo alvo de bombas, normalmente usadas por torcidas organizadas. O meia do time, Sebastián Prediger, ex-jogador do Cruzeiro, comentou sobre a saída de Lerche à Rádio Sol de Santa Fé : "Pedi que ele fosse embora, senão iam matar todos".

A Associação de Futebol da Argentina (AFA) ainda não se pronunciou, mas o time deve perder a partida por 1 a 0, além de ter três pontos descontados no campeonato e pagar uma multa. O Colón é o último colocado do Campeonato Argentino, com seis pontos.

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