Após assegurar seu retorno para a Série A em 2014, time de Gilson Kleina derrotou a equipe mineira, no Pacaembu, e chegou aos 76 pontos na competição

Felipe Menezes é abraçado por palmeirenses após abrir o placar para o Palmeiras
Miguel Schincariol/ Gazeta Press
Felipe Menezes é abraçado por palmeirenses após abrir o placar para o Palmeiras

Finalmente, o Palmeiras é, de fato, o campeão. Na tarde deste sábado, o time treinado por Gilson Kleina cumpriu o capricho matemático que restava para confirmar o que a campanha já fazia prever - e que muito torcedor, na verdade, não gostaria que ocorresse: venceu o Boa Esporte por 3 a 0, no Pacaembu, chegou a 76 pontos e assegurou seu segundo título da Série B do Campeonato Brasileiro.

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Um público bem menor do que o de 26 de outubro (dia em que foi confirmado o retorno à primeira divisão com empate sem gol com o São Caetano) foi ao estádio nesta tarde para torcer mais por um triunfo em si do que propriamente pela consequência a que esse resultado levaria: levar para sua sala de conquistas quase centenária um troféu que não condiz com sua história.

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Desta vez, os pouco mais de 17 mil presentes ao menos tiveram o que comemorar. No primeiro tempo, após um rápido contragolpe, Felipe Menezes bateu rasteiro para abrir a contagem. Na segunda etapa, Leandro fez um belo gol e fechou o placar da partida de despedida do Pacaembu na competição. Na próxima e última rodada como mandante, o time atuará em Campo Grande (MS), diante do Ceará, daqui a uma semana.

Será lá a entrega da taça, já que o título poderia ser adiado mais uma vez neste sábado com uma combinação de resultados improvável. Bastava um empate para o líder confirmar o título. Mas, jogando diante de seu torcedor, o Palmeiras não tardou em atacar o Boa. Logo aos dois minutos, Márcio Araújo disparou e sofreu falta próximo da meia-lua. Alan Kardec cobrou e acertou o travessão.

O problema é que a escalação palmeirense tinha deficiências. Na defesa, por exemplo. Sem Henrique, suspenso pelo cartão vermelho recebido na derrota para o Paysandu, o parceiro de André Luiz foi o improvisado lateral esquerdo Marcelo Oliveira. O Boa não se cansou de alçar bolas para a área, muitas delas em escanteios cobrados por Marcelinho Paraíba. Na única que recebeu, o veterano cabeceou à queima-roupa, e Fernando Prass fez ótima defesa.

A todo instante, Kleina cobrava mais movimentação, em especial de seus homens de frente (Leandro, Serginho e Alan Kardec). Mais veloz dos três, Serginho era quem mais se propunha a atendê-lo. Aos 28 minutos do primeiro tempo, após ser acionado em rápido contragolpe, ele inverteu a bola para o lado direito. Wendel se esforçou para chegar antes do marcador e atrasou na medida para Felipe Menezes, da entrada da área, bater no canto direito.

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O gol não mudou em nada a disposição das duas equipes em campo. O Boa continuou insistindo nos lances aéreos, e as melhores oportunidades do Palmeiras eram nas saídas rápidas da área. Em uma delas, aos 31 minutos, Leandro recebeu lançamento de Felipe Menezes, invadiu a área e chutou firme, mas viu o goleiro Douglas fazer boa defesa junto à trave esquerda.

O palmeirense levaria a melhor no duelo particular apenas na volta do intervalo. Aos dez minutos do segundo tempo, desta vez acionado por Charles (que substituiu Wendel), o atacante ameaçou o chute dentro da área, deixou o goleiro no chão e arrematou com força para estufar a rede, aumentar a vantagem e novamente fazer a festa da arquibancada. Festa que aumentava a cada bom desarme ou jogada de efeito.

Ainda não se ouvi, no entanto, o grito de campeão nas arquibancadas. A vitória não era convincente. Foi aí que Charles mais uma vez apareceu, ao roubar bola no meio de campo. Eguren carregou com liberdade e enfiou ótimo passe para Juninho invadir a área e soltar bomba para balançar as redes. Para a torcida soltar o grito de campeão definitivamente.

FICHA TÉCNICA
PALMEIRAS 3 X 0 BOA

Local: estádio do Pacaembu, em São Paulo (SP)
Data: 16 de novembro de 2013, sábado
Horário: 16h20 (de Brasília)
Árbitro: Edivaldo Elias da Silva (PR)
Público: 17.163 pagantes
Renda: R$ 611.560,00
Assistentes: Edina Alves Batista e Luiz Souza Santos Renesto (ambos do PR)
Cartões amarelos: Wendel, Alan Kardec e Charles (Palmeiras); Vinicius Hess, Marcelinho Paraíba, Betinho, Ciro Sena e Moisés (Boa)

Gols:
PALMEIRAS: Felipe Menezes, aos 28 minutos do primeiro tempo; Leandro, aos dez, e Juninho, aos 31 minutos do segundo tempo

PALMEIRAS: Fernando Prass; Wendel (Charles), André Luiz, Marcelo Oliveira e Juninho (Rondinelly); Eguren, Márcio Araújo e Felipe Menezes (Fernandinho); Serginho, Leandro e Alan Kardec
Técnico: Gilson Kleina

BOA: Douglas; Rafinha (Moisés), Ciro Sena, Thiago Carvalho e Crystian (Luiz Paulo); Rodrigo Souza, Vinícius Hess, Betinho e Marcelinho Paraíba; Petros e Fernando Karanga
Técnico: Nedo Xavier

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