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Depois de sofrer uma grave lesão no joelho direito e cogitar encerrar a carreira, volante se torna peça importante na campanha do título e é um dos artilheiros do time no Brasileirão

Além de volante, Nilton também é goleador
Edu Andrade/Fatopress/Gazeta Press
Além de volante, Nilton também é goleador

Nilton chegou ao Cruzeiro em dezembro do ano passado longe da badalação que recebeu Dedé e Júlio Baptista. Mas bastaram as boas exibições dentro de campo para que ele se tornasse "insubstituível" no time de Marcelo Oliveira. O volante que um dia pensou em abandonar os gramados, nesta quarta sagrou-se campeão brasileiro e consolidou-se como um dos principais nomes da equipe durante campanha vitoriosa. 

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 O caminho percorrido por Nilton foi árduo. Há exatos quatro anos, quando ainda defendia as cores do Vasco, o volante sofreu uma grave lesão no joelho direito e cogitou abandonar a carreira no futebol. No dia 28 de setembro de 2010, durante o jogo contra o Guarani, ele teve uma ruptura no ligamento anterior no joelho direito e passou por cirurgia. A previsão de seis meses longe dos gramados, logo transformou-se em um ano. 

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O atraso foi consequência de um problema na recuperação de Nilton. Ainda com as fortes dores no joelho recém-operado, o jogador foi submetido a exames e descobriu que tinha uma grave lesão no menisco do joelho direito. Um segundo procedimento cirúrgico e recolocação do enxerto eram inevitáveis. A insegurança e a incerteza se ainda poderia voltar a jogar em alto nível fizeram com que o volante repensasse a carreira. A "patroa" Karin Silva foi quem deu uma mãozinha.

Casados há cinco anos, foi dentro de casa que Nilton buscou forças para dar a volta por cima. Formada em Educação Fìsica e amante do esporte, Karin recuperou a auto estima e a confiança do volante. "Foi graças a minha esposa que levantei a minha cabeça. Ela foi meu combustível. A Karin fez um vídeo com os meus melhores momentos e dizia a toda hora que eu era capaz. Ela é uma pessoa tranquila, que sempre me mostra onde eu posso melhorar e também puxa a minha orelha. É muito bom saber que tenho uma pessoa como ela ao meu lado", declarou o cruzeirense em entrevista exclusiva ao iG

A superação valeu a pena. Hoje, Nilton é peça fundamental no esquema tático do técnico Marcelo Oliveira. Depois de uma estreia convicta no clássico contra o Atlético-MG, no dia 3 de fevereiro, ele não deixou mais o time. Esteve em campo em 89% dos jogos da equipe na temporada, disputando 53 das 58 partidas. O ano abençoado ainda deu a ele uma vaga na artilharia da equipe, com sete gols no Brasileirão, perdendo apenas dos atacantes Borges (10) e Ricardo Gourlart (10). A maré é tão boa que nem na época de atacante nos juniores balançava as redes tantas vezes.  

"Nem na minha época de atacante eu fazia tantos gols (risos). Mas é claro que isso ajuda a ser lembrado na história do clube. Tenho jogado como segundo volante e agora, com a entrada do Lucas Silva, estou alternando mais. Sempre que tem uma bola parada, tento surpreender e, graças a Deus, as coisas têm dado certo", acrescentou.

Com vínculo por mais três temporadas com Cruzeiro, Nilton espera manter a sequência e fazer bonito também na Copa Libertadores de 2014. Incentivo da torcida e da esposa Karin é o que não vão faltar. 

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