Alessandro espera Tite para decidir o futuro e avisa que só joga no Corinthians

Por Gazeta |

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"Não sei se me aposento, mas eu começo respondendo que jogar em outro clube eu não vou", avisou o lateral direito

Alessandro ainda não sabe se continuará jogando futebol em 2014. O jogador, que completará 35 anos em janeiro, dá demonstrações de que gostaria de defender o Corinthians na próxima temporada, mas isso vai depender da vontade do clube em renovar seu contrato, já que ele tem certeza de que não vestirá mais nenhuma camisa. A permanência de Tite pode ser decisiva.

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"Não sei se me aposento, mas eu começo respondendo que jogar em outro clube eu não vou. Se o contrato não for renovado, vou encerrar meu ciclo como atleta profissional, independentemente de qualquer proposta ou do interesse que possa surgir de alguém. Por tudo o que construí aqui", explicou o atleta, capitão em conquistas históricas do time alvinegro.

O Corinthians já esperava, a esta altura, ter feito a transição de Alessandro para Edenílson na lateral direita, mas o camisa 21, com sérias dificuldades de posicionamento, não consegue agarrar a posição de maneira definitiva. E o experiente jogador continua se mostrando útil, atuando também na lateral esquerda e assumindo responsabilidades em momentos de dificuldade, como o atual.

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A aposentadoria continua como a hipótese mais provável, mas não será uma enorme surpresa se Alessandro partir para sua sexta temporada no clube do Parque São Jorge. "Se tenho condição física e condição técnica de continuar contribuindo aqui, é uma questão da diretoria, do técnico, se o Tite fica ou não..."

O assunto será tratado ao fim do Campeonato Brasileiro. Ainda restam seis rodadas na competição, e o lateral alimenta a esperança de uma improvável arrancada que coloque o Corinthians na próxima edição da Copa Libertadores. Terminado o Nacional, o jogador vai conversar com os dirigentes para resolver se para ou não.

Daniel Augusto/Agência Corinthians
Alessandro, lateral do Corinthians

"É difícil falar sobre aposentadoria, a gente vê jogadores com quase 40 anos ou mais que isso com dificuldade para cravar o término da carreira. Eu também. Mas, ao mesmo tempo, eu me sinto muito confortável. O importante é que as coisas sejam decididas com naturalidade, como sempre foram aqui", concluiu Alessandro.

Lateral compreende pressão e cobrança da torcida
Alessandro ainda procurou mostrar compreensão com as cobranças feitas recentemente pela torcida do Corinthians. Ele deu razão aos torcedores, admitindo o que chamou de "péssimo" segundo semestre e comportamento "vergonhoso" em campo e só defendeu os jogadores nominalmente citados nos últimos protestos, Alexandre Pato, Romarinho e Emerson.

"A chateação do torcedor, pelos maus resultados, pela colocação em que a equipe se encontra na tabela, se a gente parar um pouco para pensar, é racional. Ele vê na equipe uma condição de estar em uma posição muito melhor do que está. Era para estarmos brigando pelo título ou, no mínimo, na zona de classificação para a Libertadores", afirmou o atleta, um dos capitães de Tite.

Há seis anos no Corinthians, Alessandro também já foi alvo de protestos. Ele recordou os momentos em que sofreu com a insatisfação da Fiel, citando especificamente a reta final do Campeonato Brasileiro de 2010, quando figurou em uma lista de jogadores considerados "inerces" (sic).

"Eu já tive o nome pendurado em faixas. Tive uma cobrança mais direta, como está sendo com o Romarinho e o Emerson. Mas a gente divide a responsabilidade. Se xingam um atleta, estão xingando todo o mundo, pode ter certeza disso. A gente divide a responsabilidade como divide o mérito das vitórias", comentou.


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