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Autor do gol da vitória do São Paulo sobre a Portuguesa, ex-reserva vive grande fase e tem dado segurança para treinador preservar o teoricamente dono da posição

Luís Fabiano, atacante do São Paulo
Divulgação/São Paulo FC
Luís Fabiano, atacante do São Paulo

A ausência de Luis Fabiano na partida de sábado, contra a Portuguesa, não foi sentida pelo São Paulo , que contou com um gol de Aloísio para vencer por 2 a 1. O ex-reserva vive grande fase e tem dado segurança a Muricy Ramalho para preservar e ao mesmo tempo cobrar Luis Fabiano, teoricamente dono da posição.

O camisa 9 não foi nem sequer relacionado, segundo o treinador, porque não reúne condições físicas ideais e será preparado para o jogo de quarta-feira, contra o Atlético Nacional, pelas quartas de final da Copa Sul-Americana, em Medellín. Será mais uma chance de tentar provar sua importância para a equipe.

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"Depende dele (se recuperar)", disse Muricy, no Morumbi. "A preparação física dele, pelo que vi nesse tempo todo, nunca foi boa. E não tem jeito: se não estiver preparado fisicamente, você não consegue jogar, porque é duro o futebol. Sempre sou muito justo com jogador, mas vou até aonde dá para ir. Agora depende do jogador, porque estamos dando oportunidade".

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Luis Fabiano mesmo reconheceu na semana passada que, aos 32 anos, não tem mais como disputar muitas partidas em sequência e depende de trabalho diferenciado. Ele era o artilheiro isolado do São Paulo no ano até sábado, quando Aloísio o igualou ao balançar a rede pela 21ª vez e comemorar ao seu estilo aparentemente violento, distribuindo voadoras.

"Ele sempre foi desse jeito, não mudou nada. Sempre deu trabalho ao adversário, não deixando a zaga adversária sossegada. Só que agora está fazendo gols. Essa é a grande mudança. No comportamento, não mudou nada. É o mesmo brigador e boa pessoa de sempre", elogiou Muricy, feliz pelo momento do camisa 19, autor de sete gols nas últimas cinco partidas.

"Quando é menino, você dá uma brecada, senão se entusiasma demais e se perde. Mas o Aloísio não é menino. Tenho que deixá-lo curtir esse momento. Cortar seria besteira minha. Ele está dando entrevista, fizeram camisa para ele. É legal esse reconhecimento, porque é um cara muito querido no elenco e que está bem", concluiu o treinador.

*com Gazeta