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Meia disse que poderia ter completado 200 jogos antes e falou ser uma decisão do treinador em não deixá-lo em campo durante os 90 minutos

Valdivia, meia do Palmeiras
Marcello Zambrana/Gazeta Press
Valdivia, meia do Palmeiras

"Eu poderia ter atingido a marca de 200 jogos há muito tempo". Valdivia sabe que poderia ter jogado mais pelo Palmeiras . A marca bicentenária que pode ser atingida neste sábado, contra o Paraná, tornou-se irrelevante com o número de jogos que ele esteve ausente. Nesta temporada, o meia jogou apenas 38,7% das partidas da equipe na temporada. Agora, ele garante: quer jogar todas e tem condições físicas de atuar os 90 minutos.

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"Comprometido você sempre está. Eu nunca tive privilégios, sempre cheguei aos treinos, à academia no horário. Com o tempo você percebe algumas coisas, muda um pouco a postura. Esse ano eu tive o tempo necessário que você precisa para recuperar-se de uma lesão e isso faz a diferença. Antes, eu voltava com dez dias de antecedência, acelerava o processo e quando isso acontece o risco é grande de ter o incômodo novamente", afirmou o palmeirense em entrevista coletiva nesta quinta-feira, na Academia de Futebol.

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Em 62 jogos do Palmeiras neste ano, Valdivia esteve em campo em 24 deles e atuou os 90 minutos em apenas oito partidas. O pouco tempo em campo, para o chileno, é uma decisão do técnico Gilson Kleina. Ele garante ter condições físicas de jogar uma um jogo inteiro.

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"Eu tenho condições de jogar os 90 minutos sim, mas temos um treinador que escolhe a melhor opção e o melhor momento para mudar. Não esse da me colocar em um e poupar no outro. No meu retorno contra o Ceará, por exemplo, eu treinei três dias para poder jogar 20 minutos. Às vezes, você não joga porque tem um treinador que decide quando você vai sair e você tem de aceitar", disse o meia cutucando o comandante.

Esta é a segunda passagem do Valdivia no Palmeiras. Em julho de 2010, o meia foi repatriado pelo então presidente Luiz Gonzaga Belluzzo e desde então soma 37 gols no clube, sendo sete anotados neste ano (contra São Bernardo, pelo Campeonato Paulista, Figueirense, Bragantino e Avaí, todos válidos pela Série B). Para o jogador, a segunda tem uma carga de responsabilidade maior do que a de 2006 a 2008.

"Não tem muita diferença para mim. Eu gosto de vir aqui e a motivação continua a mesma. Com o tempo, você tem outas atitudes e responsabilidades. Quando eu cheguei, eu era desconhecido e cheguei em um momento em que o Palmeiras não estava bem. Agora, eu cheguei como um reforço, um outro caminho com muito mais responsabilidade. O desejo de continuar continua o mesmo, de ganhar e ganhar respeito dentro do clube", completou.

Meia rebate críticas da torcida
Muito criticado na última partida contra o São Caetano, que garantiu o acesso da equipe no último sábado, Valdivia deu de ombros para as reivindicações e valorizou o incentivo que recebeu da maioria da torcida. O jogador ainda aproveitou para citar o fato da principal torcida organizada do clube, a Mancha Alviverde, não estar mais recebendo benefícios da atual diretoria, entre eles ingressos.

"Não faço maiores questionamentos. Agora que eles (membros da Mancha Alviverde) pagam os ingressos e o fato de pagar, dá o direito a eles de fazer o que quiser na arquibancada. Não fui para casa pensando no que aconteceu. Fiquei feliz pelo reconhecimento da maioria da torcida, que elogiou e sabe o que sofremos. Eu sempre vou agradecer o carinho do torcedor. Nas vezes que fui vaiado, não tive nenhum comportamento contra a torcida. Eu só tenho palavras de agradecimento aos torcedores que apoiam. E os que vaiam, eles têm o direito de vaiar", encerrou.

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