Seedorf diz que bagunça no futebol do Brasil ajuda a medicina esportiva

Por iG São Paulo |

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"Médicos são obrigados a recuperar o atleta, que não tem tempo para se tratar porque sofre muito com o calendário", disse o meia do Botafogo

No Brasil há quase dois anos, Clarence Seedorf construiu um argumento interessante para explicar o sucesso da medicina esportiva no País. Para o holandês do Botafogo, o êxito e a evolução do tema por aqui devem-se ao excesso de jogos e ao calendário mal elaborado.

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"A medicina esportiva no Brasil é muito boa porque os médicos são obrigados a recuperar o atleta, que não tem tempo para se tratar porque sofre muito com o calendário. Na Europa, o jogador tem um período disponível maior para a recuperação. Por isso a medicina não é tão boa como a daqui", disse Seedorf ao canal Sportv.

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O assunto surgiu devido ao caso de Alexandre Pato, que teve problemas físicos frequentes na Itália e melhorou nesse quesito ao chegar ao Corinthians."Ele ganhou mais confiança. É um ambiente que ele conhece melhor, e é fundamental para um jogador se encontrar bem dentro de um clube. E isso não aconteceu no Milan. Não sei falar os motivos, porque não estava lá, mas era claro que ele não estava bem", declatrou o holandês.

"É claro que, para um jogador como o Pato, que cresceu no Brasil, é mais fácil de ter os problemas na Europa. Os problemas dele começaram nos últimos anos e não eram só físicos, mas também de ambiente, de adaptação", prosseguiu Seedorf.

Seedorf e Pato atuaram juntos no Milan por seis temporadas (2007 a 2013). Neste período, conquistaram apenas o Campeonato Italiano e a Supercopa da Itália, em 2011, ano em que o brasileiro apresentou o seu melhor desempenho na Itália. A passagem do atacante do Corinthians pelo time de San Siro, entretanto, ficou marcada por constantes lesões e consequentes ausências na equipe titular.

*com Gazeta

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