Permanência de Luxa deixa aliados de Peter insatisfeitos e agrada elenco do Flu

Por Gazeta |

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Técnico só não foi demitido porque Rodrigo Caetano, diretor de futebol, acabou por se posicionar a favor de Celso Barros, presidente da Unimed, principal patrocinadora do clube

Não é possível agradar a todo mundo. E foi o que aconteceu quando o presidente do Fluminense, Peter Siemsen, decidiu manter o técnico Vanderlei Luxemburgo no cargo pelo menos até o clássico deste domingo, às 19h30 (de Brasília), contra o Flamengo no Maracanã, no Rio de Janeiro, pela 32ª rodada do Campeonato Brasileiro. Com 36 pontos conquistados, o Tricolor tem apenas três de vantagem para Vasco e Ponte Preta, os melhores colocados da zona de rebaixamento. A pressão pela saída do treinador é grande nos corredores das Laranjeiras e os principais partidários são os aliados políticos de Peter.

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Com as eleições presidenciais previstas para o fim do ano, Peter sabe que não pode perder o apoio dos aliados e isso pesou para que o presidente defendesse a demissão de Luxemburgo. Além disso, o fato de o Vasco, seu concorrente direto na luta pela permanência na elite do futebol nacional, ter trocado Dorival Júnior por Adilson Batista deixou Peter preocupado. O dirigente teme ser acusado de omisso em caso de rebaixamento.

Ricardo Ayres/Photocamera
Luxemburgo está na corda bamba

Vanderlei Luxemburgo só não foi demitido porque Rodrigo Caetano, diretor executivo do departamento de futebol, acabou por se posicionar a favor do empresário Celso Barros, presidente da Unimed, principal patrocinadora do clube, que defendeu a permanência do treinador. Peter se viu isolado na reunião entre os três na noite de terça-feira e preferiu não agir de maneira autoritária. Ainda mais porque não há garantias de que a Unimed possa permanecer por mais tempo no Fluminense e o dirigente sabe da importância do atual patrocinador.

Se a decisão de Peter desagradou boa parte de seus aliados políticos, os jogadores ficaram felizes com a permanência do treinador. Vanderlei Luxemburgo tem bom relacionamento com a maioria dos atletas, sendo convidado inclusive para eventos dos atletas, como churrascos.

"Não podemos falar uma vírgula do trabalho do Vanderlei Luxemburgo, pois ele conhece muito de futebol e vem procurando nos passar o caminho das vitórias. Infelizmente não estamos conseguindo colocar em prática esse conhecimento. Mas estamos trabalhando cada vez mais empenhados na luta para não entrarmos na zona de rebaixamento, pois sair é bem mais complicado", disse o atacante Rafael Sobis.

Tentando se manter alheio ao assunto, Vanderlei Luxemburgo vai comandar um treino nesta sexta-feira pela manhã, nas Laranjeiras, que vai ser decisivo para a definição da equipe que vai a campo. No sábado pela manhã os jogadores participam de um recreativo que vai fechar a preparação e dar início ao período de concentração para a partida.


Fora de campo o Fluminense está acertando os últimos detalhes para poder integrar a Timemania. Peter viajou para Brasília a fim de cobrar da Receita Federal que o órgão atualize seus cadastros a fim de mostrar que o clube está em situação fiscal regularizada e, portanto, podendo integrar novamente a loteria criada para ajudar financeiramente os clubes.

Isso acontecendo, o Fluminense não vai mais ter algumas receitas importantes penhoradas, como o dinheiro das negociações do meia Thiago Neves e do atacante Wellington Nem, que deixaram as Laranjeiras na janela de transferência para o futebol internacional. O Tricolor ainda não colocou a mão neste dinheiro e vem sofrendo, inclusive, com atrasos salariais. Recentemente o clube esteve ameaçado de completar três meses em aberto, correndo risco de perder atletas na Justiça.

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