Prass refuta rótulo de 'novo ídolo' e diz querer ficar na memória do Palmeiras

Por Gabriela Chabatura - iG São Paulo |

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Goleiro ainda não se considera ídolo e quer conquistar títulos para fazer parte da história do clube. Marcos, recentemente, disse que o titular já era considerado herói pelos torcedores

Divulgação/Agência Palmeiras
O goleiro Fernando Prass é líder do elenco palmeirense

Ele tinha apenas sete anos quando decidiu abandonar a posição de fixo do futsal para atrair os holofotes debaixo da meta. Teve no avô Lúcio Valdomiro a inspiração para seguir a carreira no futebol. A persistência deu certo e hoje ele é o responsável pelo Palmeiras ter a melhor defesa da Série B do Campeonato Brasileiro. Este é o experiente Fernando Prass.

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Contratado em dezembro do ano passado, Prass chegou ao Palmeiras com o salário em torno de R$ 300 mil e a missão de assumir a vaga deixada pelo ídolo Marcos. As passagens por clubes anteriores e números expressivos o cadenciaram para carregar a responsabilidade de ser o primeiro jogador contratado após 18 anos no clube.

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Por onde Fernando Prass passou, escreveu a sua história. Iniciou a carreira quando estava com apenas 13 anos ao integrar as categorias de base do Grêmio. Lá se profissionalizou em 1999 e desde então passou a contar com o uruguaio Sérgio Ramirez, de quem se tornou amigo. O treinador foi responsável por levá-lo para o Vila Nova-GO e também para o Coritiba.

Em Goiânia, o goleiro permaneceu durante um ano e meio e conquistou o vice campeonato da Copa Centro-Oeste, eleito o goleiro menos vazado do título Estadual em 2001. O feito foi repetido por três anos seguidos (2002, 2003 e 2004) no Coritiba, além do bicampeonato Paranaense em 2003 e 2004. Sem citar, é claro, a passagem dele no Vasco.

"No Coritiba, eu fui três vezes o menos vazado. Em Portugal, fui eleito o melhor goleiro pelo jornal A Bola e no Vasco fui o menos vazado na Série B. Na história do clube apenas três goleiros ganharem a bola de prata e o último a ganhar havia sido Carlos Germano. Acho que são conquistas individuais que eu guardo muito na minha memória e para mim foram super positivas", relembrou o palmeirense em entrevista ao iG.

SÉRGIO BARZAGHI/GAZETA PRESS
Fernando Prass conquistou o acesso com o Palmeiras no último sábado


O currículo extenso fez com que, naturalmente, Fernando Prass se tornasse um dos líderes do Palmeiras durante a temporada. Com 51 partidas disputadas, ele procura aconselhar os companheiros mais jovens. Entretanto, ele não se considera um porta-voz do grupo.

"Não sei se sou líder. Eu sempre gostei de expor as minhas ideias, acho que até pela idade e experiência. Eu sinto a necessidade de tomar algumas posições, até porque já passei por situações iguais com o Vasco. Se puder ajudar, a gente está sempre disposto", disse ele.

Prass também falou sobre o acesso conquistado no último sábado, no empate com o São Caetano, e nega o "status" de novo ídolo, como o ex-goleiro Marcos mesmo considerou.

"Acho que conseguimos um objetivo que era praticamente uma obrigação, mas mesmo sendo uma obrigação não deixa de ser valorizado por tudo que nós passamos. Muitas coisas não são externadas, mas tivemos lesões, problemas de jogadores que tiveram algum sacrifício, calendário, perda de mandos...Acho que estamos conseguindo por obrigação, mas também por mérito e sacrifício", ressaltou.

"Acho que jogador para ser lembrado precisa conquistar títulos importantes. Não adianta tu fazer inúmeros jogos e não conquistar títulos, porque não fica na memória. Além da histórias individual, você tem de conquistar títulos para ficar na história do clube. Vão lembrar do time vencedor e isso que acho isso conta", completou.

Aos 35 anos, Prass tem contrato com o Palmeiras por mais duas temporadas e sequer pensa em pendurar as luvas. Quando parar, talvez siga a área de administração ou direito esportivo. Ainda tem muito tempo para refletir.

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