Ex-goleiro do Palmeiras e atual embaixador disse que o possível título da Série B é a consequência do esforço do elenco. Para 2014, ele pede reforços à diretoria

O ex-goleiro Marcos participa de eventos promovidos pelo Palmeiras
Gazeta Press
O ex-goleiro Marcos participa de eventos promovidos pelo Palmeiras

Depois de 20 anos de dedicação ao Palmeiras , no dia 4 de janeiro de 2012, Marcos deixou os gramados para voltar a ser torcedor. Mas o que ele não imaginava é que pouco depois de anunciar a aposentadoria comemoraria o título da Copa do Brasil e choraria com a queda para a Série B do Campeonato Brasileiro, a segunda na história do clube. No último sábado, as lembranças passaram como um flash ao assistir da tribuna do estádio do Pacaembu, no último sábado, o acesso da equipe.

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Na partida contra o São Caetano, o ex-goleiro, que hoje não gosta muito de ir ao vestiário do time, apareceu minutos antes no Pacaembu para incentivar os atletas e também participar de uma homenagem feita pela diretoria do Palmeiras para comemorar o lançamento da nova camisa. Dividindo-se entre torcedor e profissional, o palmeirense ressaltou a importância do possível título da Série B e vê necessidade do time se reforçar para o próximo ano.

Marcos acompanhou a saga do time para retornar à elite do futebol brasileiro. Assim como o elenco, teve de fazer diversas viagens com torcedores nas cidades pelas quais o Palmeiras passava. A função de embaixador exigiu dele aparições em eventos na tentativa de expandir a marca do clube e para atrair novos parceiros. Confira abaixo a entrevista exclusiva do ídolo palmeirense ao iG .

iG Esporte: Você acompanhou o jogo que garantiu o acesso. Como viu a importância dessa vaga ter sido conquistada com sete rodadas de antecedência?
Marcos :: O ano que vem é o ano do centenário. É o mínimo que o torcedor merece, o Palmeiras de volta à Série A. A gente fica feliz. Esperamos que cheguem reforços para que o Palmeiras entre no ano que vem com condições de ser campeão brasileiro, aí o torcedor vai ficar extremamente feliz depois de uma queda que teve neste ano.

iG Esporte: Fala-se muito que o título da Série B é uma obrigação. Você concorda com isso? Acha que a possível conquista deve ser comemorada?
Marcos:   É uma obrigação, mas precisa ser comemorado. Os jogadores que estão dentro de campo se esforçaram para que o time subisse. Muitos dos jogadores não estavam aqui quando caiu e mesmo assim vieram para disputar esse campeonato. Qualquer título que seja, de caxeta, precisa ser comemorado. Eu, pelo menos, em 2003 quando tivemos chances de subir, foi um dos títulos que mais comemorei. Até porque era muito difícil na época e faço questão de colocar no meu currículo. É uma coisa muito importante. O jogador sabe o sacrifício que é para ganhar um jogo.

iG Esporte: Acima você falou sobre contratações. Acha que o Palmeiras precisa se reforçar para o próximo ano ou o atual elenco basta?
Marcos:   Todo mundo precisa, não só o Palmeiras como também o Cruzeiro, Corinthians, São Paulo. Acho que todos precisam se reforçar para que torne o campeonato competitivo e o Palmeiras não foge disso. A chegada de jogadores é importante e a gente torce para que chegue jogadores de qualidade para que o Palmeiras retorne à Série A para conquistar títulos.

iG Esporte: E como tem sido sua rotina como embaixador do Palmeiras?
Marcos:   Eu tenho feito alguns eventos com torcedores, principalmente com sócios-torcedores. A gente fica feliz porque depois que focamos mais no Avanti (programa de sócio-torcedor) teve um aumento muito grande de sócios. Devemos ter muitas ações devido ao centenário do clube e é uma coisa que gosto de fazer, porque me aproxima dos torcedores. É uma função que eu tenho exercido com muito prazer e fico muito feliz pelo carinho que eles têm por mim até hoje.

iG Esporte: O que é mais fácil: ser goleiro ou embaixador?
Marcos:   Não é uma coisa tão exigente como jogador. Jogador não tem tempo para nada, está sempre viajando, concentrando e treinando. Agora eu tenho tempo para aproveitar. Eu tenho um filho novo, que vai fazer um ano, e minhas crianças que eu tenho que passar os finais de semana juntos. Então, é uma função que ocupa menos tempo e é bem prazeroso de fazer.

iG Esporte: Você tem ido ao vestiário para passar a sua experiência aos jogadores ou prefere se manter afastado?
Marcos:   Eu tenho aparecido muito pouco no vestiário. Eu acho que é uma questão até pessoal, porque quando você para de jogar tem de saber que parou. Não gosto de ficar aparecendo muito ali, até para dar uma tranquilidade para o (Fernando) Prass, o Bruno e evitar comparações. Eu acho que eles não se sentem bem e eu também não. Eu tenho feito até mais ações para atrair um patrocinador master, que estamos tentando fechar. O meu trabalho tem sido mais fora de campo.

iG Esporte: Para finalizarmos, acredita que a Série B de 2003, que você disputou, era mais difícil que a atual?
Marcos:   Era mais difícil porque não era pontos corridos e só subiam dois. Foi um ano muito difícil para gente. Foi um ano que me recordo muito, pois foi o que eu menos me machuquei, joguei praticamente a Série B toda. Na minha época foi bem difícil, mas não podemos comparar. Todo jogo que você entra hoje, você tem dificuldades porque os adversários são preparados fisicamente, têm treinadores de qualidade. Apesar, da torcida não valorizar muito, sabemos que a Série B é um campeonato extremamente difícil de participar.

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