Artilheiro do Palmeiras na Série B, atacante Alan Kardec não se contenta apenas com o acesso à Série A e espera por título na segunda divisão

Alan Kardec quer o título da Série B do Brasileiro
Leandro Martins/Futura Press
Alan Kardec quer o título da Série B do Brasileiro

“Somente o acesso não irá satisfazer. Estávamos todos focados em subir sim, mas estamos dedicados em ter esse título”. É dessa maneira que o atacante Alan Kardec encara a vaga conquistada neste sábado, contra o São Caetano, no Pacaembu. Um dos principais jogadores da campanha do Palmeiras na Série B do Campeonato Brasileiro, o atacante quer ser campeão da segunda divisão para terminar o ano “tranquilo e ao lado da família”.

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Contratado em julho, por empréstimo junto ao Benfica, Kardec se tornou importante para a equipe de Gilson Kleina durante a disputa do Nacional. Ele é o artilheiro com 13 gols e superou o companheiro Leandro, que liderava a artilharia do time na competição com nove tentos assinalados. O mérito do bom momento é dividido com os amigos do elenco.

“Eu fico feliz. Se os números acontecem individualmente são porque tenho meus companheiros. Acho que ninguém faz nada sozinho. Eu agradeço muito aos meus companheiros por terem me recebido tão bem em tão pouco tempo. Por terem confiado no meu trabalho também e, cada dia, eu estou aprendendo”, disse o goleador em entrevista ao iG .

Com passagens por clubes grandes no futebol brasileiro, como Vasco, Internacional e Santos, a experiência do jovem palmeirense, de 24 anos, foi fundamental para que ele conquistasse uma vaga entre os 11. Em 2010, quando se transferiu para Portugal, Alan Kardec amadureceu profissionalmente e conquistou dois títulos (Liga Sagres e Copa da Liga) jogando ao lado dos brasileiros Luisão, David Luis e Ramires. Agora, ele também quer fazer parte da história do Palmeiras e conquistar mais um título.

“O Palmeiras está retornando para o seu lugar: a Série A. O principal e primeiro objetivo era subir para devolver o Palmeiras ao seu devido lugar, por toda a sua história, estrutura que tem. Com todo respeito, eu não acho que essa equipe seja de Série B e vamos buscar o título. Somente o acesso não irá satisfazer. Estavam todos focados em subir sim, mas estamos dedicados em ter esse título e dar um fim de ano tranquilo para o descanso com a família aos torcedores. Sabemos que no ano que vem podemos entrar com pé direito no Campeonato Paulista, sabendo que estamos na Série A”, analisou.


Apesar das dificuldades em disputar a segunda divisão, que possui gramados ruins e rotina de viagens desgastantes, o atacante enalteceu os fatores da boa campanha do Palmeiras, que pode até superar a do rival Corinthians.

“Acho que os pontos positivos foram determinação, vontade e companheirismo. Nós temos uma comissão que abraçou os jogadores, estiveram juntos incentivando, apoiando e dando oportunidades também. Quando você tem um elenco grande é difícil dar chance a todos, e a comissão tem feito isso. Jogamos com jogadores que estão na seleção e, às vezes, tem problemas com lesões e cartões, assim surgem oportunidades”.

Mesmo com pouco tempo de clube, Kardec tem sido bastante assediado pelos torcedores. Para ele, é o reconhecimento do trabalho. “Jogador que fica marcado é aquele que ganha títulos e eu tenho trabalhado para isso. Agora na Série B, é a primeira oportunidade que eu tenho de estar disputando um campeonato com a camisa do Palmeiras e estou fazendo de tudo, junto com meus companheiros, para que possa ser campeão e devolver a Série A ao clube. Eu acho que jogador conquista a torcida correndo dentro de campo, batalhando e lutando. E os grandes ídolos ficam marcados pelos títulos. Os torcedores expressam o amor e carinho que têm pelo clube e isso nos incentiva cada vez mais para que possamos representar essas pessoas.”, disse.

Goleador prefere não falar de renovação

Com contrato até o fim de junho no próximo ano, Alan Kardec quer continuar no Palmeiras para viver o centenário e jogar na Allianz Parque. Entretanto, o atleta prefere não comentar a situação do vínculo e deixa o futuro nas mãos do presidente Paulo Nobre.

“É natural que eu queira permanecer por causa das coisas boas que têm acontecido, pelo bom ambiente e estrutura do clube que nós temos. Então, eu quero permanecer sim, mas eu acho que ainda é um pouco cedo para falar até porque eu estou aqui há quatro meses. Acho que é um momento bom que eu estou vivendo, momento de afirmação, de conseguir cada vez mais ajudar o clube. Os representantes junto à diretoria tem mantido contato direito, eu procuro me manter afastado, somente esperando. Como jogador, eu tenho somente que aguardar. Eu tenho contrato com o Palmeiras até junho e até lá o Palmeiras tem a opção de compra”, concluiu.

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