Candidatos trocam acusações e até fazem planos o goleiro no time, como série de jogos de despedida, cargo fora dos campos ou a renovação de contrato

Ídolo da torcida, Rogério Ceni se tornou, sem querer, tema da disputa eleitoral no São Paulo . Situação e oposição têm tentado tirar proveito do goleiro, com sugestões ou promessas públicas do que será feito após dezembro, quando vence seu contrato, além de troca de acusações pelo que já se fez ou falou em relação ao camisa 1.

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Membros da diretoria atacam com o argumento de que o candidato oposicionista Kalil Rocha Abdalla conta com apoio do ex-presidente Paulo Amaral, responsável por ter afastado o jogador em 2001 (sob acusação de ter forjado proposta do Arsenal, da Inglaterra, a fim de obter aumento salarial).

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Questionado recentemente se o antigo desafeto deveria continuar como batedor de pênaltis da equipe após ter desperdiçado as últimas quatro tentativas, Amaral - que não aceitou comentar a polêmica de 12 anos atrás por se tratar de "um assunto doloroso, que envolve um atleta muito considerado no clube" - se mostrou contrário. A opinião, claro, foi rebatida por aliados de Carlos Miguel Aidar, candidato da situação.

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O contra-argumento não tardou, já que o último dirigente a se envolver em atrito público com Ceni foi Adalberto Baptista, ex-diretor de futebol e ainda braço direito do presidente Juvenal Juvêncio. Em julho deste ano, ele disse que o jogador estava de cabeça quente por vários motivos, sendo um deles a dor no pé direito, a qual, na opinião do agora secretário-geral, havia tornado deficiente suas reposições de bola.

Afora as discussões, os dois lados tentam ganhar a torcida com diferentes projetos para o capitão. Enquanto a situação sugere a permanência de Ceni até o final do Campeonato Paulista de 2014, a fim de que ele faça sucessivas despedidas por cidades do interior, a gestão atual se abre para o que o jogador bem entender, aceitando renovar seu vínculo ou lhe dar algum cargo além das quatro linhas.

O goleiro, por sua vez, pede um tempo para se concentrar exclusivamente nas competições restantes da temporada. Preocupado com o pequeno risco de rebaixamento no Campeonato Brasileiro, ele quer primeiramente encerrar este ano em alta antes de decidir qual seu rumo após dezembro, quatro meses antes da eleição presidencial do clube.


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