Presidente da França diz que clubes de futebol não terão isenção de imposto

Por Reuters |

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François Hollande não se intimidou com a postura das agremiações em decretar greve por não concordarem com a taxa

Reuters

O presidente da França, François Hollande, disse nesta sexta-feira que os clubes de futebol não serão isentos de pagar o chamado superimposto sobre altos salários, em resposta à decisão das equipes de realizar uma greve no próximo mês em protesto contra a cobrança.

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Os clubes de futebol anunciaram a primeira greve desde 1972 para protestar contra o imposto, que obriga os empregadores a pagarem uma taxa extra por salários acima de 1 milhão de euros. Os grandes clubes franceses alegam que o imposto vai aumentar os custos com impostos em até 20 milhões de euros.

Hollande disse que aceitou um pedido para reunir-se com o chefe da Federação Francesa de Futebol, Noel le Grat, sobre o super imposto de 75 por cento, mas não vê motivo para criar uma exceção.

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"Quando a lei do imposto for votada, a lei será a mesma para todas as empresas, independentemente do que elas são", disse Hollande em entrevista coletiva em Bruxelas. A votação deve ser levada à votação no Parlamento nas próximas semanas.

"Isso não nos impede de termos um diálogo sobre as dificuldades enfrentadas pelos clubes profissionais, mas todo mundo precisa conhecer as regras."

Catorze dos 20 times da primeira divisão do Campeonato Francês serão atingidos pelo imposto. O Paris St. Germain, de propriedade de investidores do Catar, será o mais prejudicado, enquanto o Monaco, financiado por um bilionário russo, não será afetado porque não se enquadra nas leis fiscais francesas.

Devido à greve, os jogos das duas principais divisões do futebol francês no último fim de semana de novembro foram cancelados.

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