Torcida faz protesto após chegada do Corinthians e tumultua Congonhas

Por iG São Paulo * | - Atualizada às

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Grupo de torcedores gritou palavras de ordem no aeroporto contra o grupo de jogadores, após a eliminação para o Grêmio na Copa do Brasil

O clima parecia amistoso no Aeroporto de Congonhas no início da tarde desta quinta-feira. Poucos torcedores com uniformes do Corinthians estavam na área de desembarque do local para aguardar a equipe que foi eliminada da Copa do Brasil pelo Grêmio, no dia anterior. Havia até quem brincasse com a presença da imprensa ou fizesse piadas com o atacante Alexandre Pato, que perdeu de maneira caricata o último pênalti da disputa em Porto Alegre e lá permaneceu. Bastou a delegação corintiana aparecer, no entanto, para o ambiente se transformar.

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Veja fotos do desembarque do Corinthians


Torcedores exibem faixa com erro de ortografia, na chegada do Corinthians a São Paulo. Foto: SERGIO BARZAGHI / Gazeta PressO técnico Tite optou pelo silêncio ao desembarcar no Aeroporto de Congonhas nesta quinta-feira. Foto: SERGIO BARZAGHI / Gazeta PressCercado por diversos torcedores, Mario Gobbi, presidente do Corinthians, apoiou a manifestação. Foto: SERGIO BARZAGHI / Gazeta PressCerca de 20 torcedores levaram faixas cobrando mudança de atitude dos jogadores do Corinthians. após a eliminação para o Grêmio. Foto: SERGIO BARZAGHI / Gazeta PressLateral Alessandro é cercado por torcedores do Corinthians no embarque da delegação para São Paulo. Foto: André Antunes/Futura PressO lateral Alessandro é parado por grupo de torcedores no embarque em Porto Alegre, inconformados com a eliminação do Corinthians na Copa do Brasil. Foto: André Antunes/Futura Press


Tite foi o primeiro a enfrentar o público, escoltado por dois seguranças. Os torcedores que estavam uniformizados, então, abriram uma faixa com o lema: "Timão é tradição. Não pode ter c...". Muitos outros (cerca de 20) que esperavam à paisana no saguão passaram a repetir o coro com disposição. Alguns preferiram desferir ofensas contra o técnico, repreendido por seus companheiros, que queriam concentrar os insultos no time. Em meio ao tumulto, o gaúcho apressou o passo até um ônibus (sem identificação, com detalhes em verde) contratado pelo Corinthians.

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Os jogadores saíram em grupo do setor de desembarque. Adotaram expressões carrancudas, às vezes cabisbaixas, para encarar as cobranças. Com o auxílio de poucos policiais militares, a equipe de segurança do Corinthians tentou protegê-los dos torcedores mais exaltados. O zagueiro Paulo André e o lateral direito Alessandro, ainda com moral pelas recentes conquistas como capitão, foram alguns dos poucos que balbuciaram palavras na direção de microfones de repórteres. "Alessandro! Os caras estão de palhaçada com a gente!", berrou um torcedor.

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A torcida seguiu o calado Corinthians até o ônibus, estacionado em frente ao aeroporto. A faixa que não aceitava "c..." no clube, em nome da tradição, foi aberta novamente ali. "Danilo, vaza do meu Coringão! Aqui é Corinthians!", exclamou um torcedor organizado, antes de mudar o alvo do seu protesto. "Romarinho baladeiro!".

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O ônibus do atual campeão do mundo de clubes arrancou dali enquanto os torcedores ainda berravam palavrões. Alexandre Pato, um dos maiores alvos da ira, não estava no interior do veículo - ficou em Porto Alegre para resolver "problemas particulares". No domingo, em Araraquara, o astro e seus companheiros terão adversidades muito maiores com que lidar no tenso clássico contra o Santos.

Gobbi acha protestos justos

Ao contrário da maioria dos jogadores do Corinthians, que encarou com uma expressão carrancuda e a boca fechada o protesto de quase duas dezenas de torcedores no Aeroporto de Congonhas, o presidente Mário Gobbi concedeu uma rápida entrevista no trajeto do avião até o ônibus. E aceitou a manifestação que ocorria ao seu redor, consequência da eliminação na Copa do Brasil diante do Grêmio.

"É justo, legal. Desde que não tenha violência, a manifestação é um direito, uma garantia. Quando não está feliz, a torcida se manifesta", compreendeu Gobbi, enquanto ouvia ofensas de alguns torcedores. A maioria deles, no entanto, preferiu concentrar os seus insultos nos jogadores que retornaram de Porto Alegre a São Paulo na tarde desta quinta-feira - o atacante Alexandre Pato permaneceu no Sul em função de "problemas particulares".

Símbolo do fracasso corintiano na Copa do Brasil, pois perdeu o último pênalti da disputa com o goleiro Dida de forma caricata, o reforço mais caro da história do Corinthians foi parcialmente defendido por Gobbi. "Vários perderam pênalti (os meio-campistas Danilo e Edenílson também desperdiçaram). Não foi só o Pato", advogou inicialmente o mandatário.

Em seguida, contudo, Gobbi foi lembrado que Alexandre Pato cobrou a sua penalidade com displicência. "Bom, aí é outra história... Ele não foi bem no chute. Tanto é que não deu certo", reprovou o presidente. O fato de Pato não ter voltado a São Paulo com o restante da delegação do Corinthians não serviu para aumentar o tom crítico de Mário Gobbi. "Mesmo que a gente vencesse, ele ficaria em Porto Alegre. Tinha compromissos com a família. Precisava resolver uns papéis", justificou.

* Com Gazeta Esportiva

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