Contra impostos, clubes franceses podem entrar em greve

Por iG São Paulo |

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Protesto é contra o fato da Assembleia Nacional da França ter exigido 75% de impostos nos salários superiores a um milhão de euros (cerca de R$ 3 milhões)

Após uma reunião entre os clubes da França, nesta quinta-feira, os times da primeira e segunda divisões podem não entrar em campo na 15ª rodada do Campeonato Francês, marcada para o final de novembro e começo de dezembro. O protesto é contra uma nova lei do governo local.

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No último dia 19, a Assembleia Nacional da França aprovou 75% de imposto nos salários superiores a um milhão de euros (cerca de R$ 3 milhões). A ideia foi do presidente François Hollande, que havia prometido a nova cobrança durante sua campanha eleitoral. A alíquota deverá durar dois anos.

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Com isto, os clubes de futebol terão que aumentar muito os salários do elenco, e as agremiações esportivas menores estão muito ameaçadas. Mandatário do tradicional Saint-Étienne e dirigente da União dos Clubes de Futebol Profissional (UCPF), Bernard Caïazzo explicou a insatisfação.

"Pra onde estamos indo? O que eles querem? A morte do futebol? Temos que pagar os impostos no lugar dos nossos jogadores, e isso é um absurdo. Esperamos que o bom senso prevaleça", disse durante uma entrevista ao jornal francês L’Équipe.

Caïazzo afirmou que não haverá jogos oficiais nos dias 30 de novembro e 1 de dezembro. No entanto, os estádios dos clubes poderão sediar alguns eventos. "Nesses dias, os estádios terão oficinas, jogadores... Será uma celebração do futebol", finalizou.

Mas os clubes grandes também poderiam sofrer com a nova taxa. O Monaco, por exemplo, teria que desembolsar muito mais dinheiro para manter os vencimentos da estrela Falcao García, por exemplo. Caso contrário, o centroavante colombiano poderia estudar uma proposta de transferência.

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