WTorre diminui ritmo de obras no estádio e ataca presidente do Palmeiras

Por Gazeta | - Atualizada às

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Dono de construtora não garante a finalização do Allianz Parque para o primeiro semestre do ano que vem

Maurício Nadal/iG
Obras no Allianz Parque

A relação entre o presidente do Palmeiras, Paulo Nobre, e a construtora WTorre está cada vez mais desgastada. Em meio ao impasse sobre o número de assentos que cada lado terá direito no remodelado estádio do clube, o dono da empreiteira, Walter Torre, fez críticas ao dirigente.

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"Não tenho culpa se o Paulo (Nobre) não consegue melhorar o time com novos jogadores. Por isso, ele foca a crítica em nós. Como ele não tem dinheiro para o time, busca sucesso batendo em nós", declarou o empresário, ao jornal LANCE!.

Veja fotos das obras no Allianz Parque, futuro estádio do Palmeiras:

Foto aérea do Allianz Parque, novo estádio do Palmeiras, em julho de 2013. Foto: DivulgaçãoFoto aérea da obra do Allianz Parque, novo estádio do Palmeiras, em julho de 2013. Foto: DivulgaçãoCom 66% de conclusão, nova arena do Palmeiras já ganha "cara de estádio" e tem camarote decorado. Foto: Pedro Taveira/iGCom 66% de conclusão, nova arena do Palmeiras já ganha "cara de estádio" e tem camarote decorado. Foto: Pedro Taveira/iGCom 66% de conclusão, nova arena do Palmeiras já ganha "cara de estádio" e tem camarote decorado. Foto: Pedro Taveira/iGCom 66% de conclusão, nova arena do Palmeiras já ganha "cara de estádio" e tem camarote decorado. Foto: Pedro Taveira/iGCom 66% de conclusão, nova arena do Palmeiras já ganha "cara de estádio" e tem camarote decorado. Foto: Pedro Taveira/iGCom 66% de conclusão, nova arena do Palmeiras já ganha "cara de estádio" e tem camarote decorado. Foto: Pedro Taveira/iGCom 66% de conclusão, nova arena do Palmeiras já ganha "cara de estádio" e tem camarote decorado. Foto: Pedro Taveira/iGCom 66% de conclusão, nova arena do Palmeiras já ganha "cara de estádio" e tem camarote decorado. Foto: Pedro Taveira/iGCom 66% de conclusão, nova arena do Palmeiras já ganha "cara de estádio" e tem camarote decorado. Foto: Pedro Taveira/iGCom 66% de conclusão, nova arena do Palmeiras já ganha "cara de estádio" e tem camarote decorado. Foto: Pedro Taveira/iGCom 66% de conclusão, nova arena do Palmeiras já ganha "cara de estádio" e tem camarote decorado. Foto: Pedro Taveira/iGCom 66% de conclusão, nova arena do Palmeiras já ganha "cara de estádio" e tem camarote decorado. Foto: Pedro Taveira/iGCom 66% de conclusão, nova arena do Palmeiras já ganha "cara de estádio" e tem camarote decorado. Foto: Pedro Taveira/iGBombeiros foram acionados para socorrer funcionários na Arena Palestra após desabamento de parte da arquibancada. Foto: Futura PressArena Palestra. Foto: DivulgaçãoA primeira treliça da cobertura da Arena Palestra foi instalada no dia 31 de outubro. Foto: João Pontes/iGCada treliça pesa cerca de 160 toneladas. Foto: João Pontes/iGA primeira treliça da cobertura da Arena Palestra foi instalada no dia 31 de outubro. Foto: DivulgaçãoCada treliça pesa cerca de 160 toneladas. Foto: DivulgaçãoA cobertura do estádio do Palmeiras deve ficar pronta em maio de 2013. Foto: DivulgaçãoO antigo Palestra Itália foi fechado ainda em 2010 para o começo das obras. Foto: Divulgação / PalmeirasO primeiro passo foi demolir uma parte do estádio antigo. Foto: Divulgação / PalmeirasNem o lugar onde ficava a "turma do amendoim" ficou de pé. Foto: Guilherme Tosetto, iG São PauloPor exigência da prefeitura, contudo, o anel da arquibancada não pôde ser posto abaixo. Foto: Divulgação / PalmeirasUmas das fundações para as novas arquibancadas é colocada . Foto: Divulgação / PalmeirasNo início, o Palmeiras até tentou candidatar o futuro estádio a ser umas das sedes da Copa do Mundo, mas a ideia acabou descartada. Foto: Divulgação / PalmeirasAlém do estádio em si, a Wtorre se comprometeu a construir um prrédio administrativo (f) e um multiuso. Foto: Guilherme Tosetto, iG São PauloEx-goleiro Marcos admira a maquete do novo estádio do Palmeiras. Foto: Gazeta PressAinda em 2011, o primeiro pilar das novas arquibancadas foi erguido. Foto: Divulgação / PalmeirasO campo do estádio palmeirense virou um enorme canteiro de obras. Foto: Divulgação / PalmeirasEm fevereiro, vários pilares já estavam erguidos. Foto: Divulgação / PalmeirasVista de bloco de escadas da Arena Palestra. Foto: Divulgação / PalmeirasOs operários trabalham na obra de segunda a sábado, em horário comercial. Foto: Divulgação / PalmeirasEsqueleto da arquibancada recebe os primeiros degraus. Foto: Divulgação / PalmeirasParte, prevista da obra, um prédio multiuso do Palmeiras já foi entregue. Foto: Divulgação / PalmeirasPara lembrar do antigo Palestra Itália, a diretoria anunciou a venda de réplicas em escala do estádio. Foto: PalmeirasVista externa do anel antigo da arquibancada, que não pode ser demolido. Foto: Divulgação / Palmeiras

Na publicação, Torre ainda revelou que não pode mais dizer se o estádio será realmente reaberto no primeiro semestre de 2014, como estava previsto, já que o ritmo das obras foi diminuído.

"Agora eu não sei mais, porque estamos reduzindo o ritmo dos trabalhos até que tenhamos um acordo com o Palmeiras", explicou o presidente da construtora, que negou a intenção de paralisar por completo.

Nobre sobe o tom de voz contra WTorre: 'Ninguém vai passar Palmeiras para trás'

O grande problema está na comercialização das cadeiras. A WTorre alega ter direito a negociar todos os assentos, enquanto o Palmeiras discorda e diz que a parceira só pode ter 10 mil (dos cerca de 45 mil).

O clube alega ter documentos que comprovam sua tese, mas Torre rebate. "É mentira. Eles estão mentindo", afirmou o empresário, que pode acionar a câmara de arbitragem designada para resolver os impasses deste contrato.

Comunicado

Após entrevista coletiva de Paulo Nobre nesta terça, a WTorre soltou uma nota oficial para sustentar a versão de que a diretoria atual tenta modificar o teor do contrato assinado em 2008, em especial no que se refere ao direito de comercializar os assentos.

A nota diz que "o Palmeiras tem acesso, sim, às receitas de venda de cadeiras, mas nos percentuais estabelecidos no acordo firmado. Além disso, mantém acesso a 100% da arrecadação com as bilheterias nos jogos de futebol. O que a nova diretoria do clube pretende é alterar o que já está contratado faz muito tempo".

O Palmeiras diz ter direito a comercializar 35 mil dos 45 mil lugares do estádio. Segundo Nobre, que era vice-presidente na época da assinatura do acordo, o clube está seguro e pautado em documentos para provar essa interpretação, a despeito da alegação da construtora de que é sua a responsabilidade pela comercialização das cadeiras em sua totalidade.

A indefinição pode se prolongar por tempo indeterminado, mas as duas partes têm a opção de acionar a Câmara de Comércio Brasil-Canadá, comissão de arbitragem designada em comum acordo para resolver eventuais impasses do contrato. Se tomada pelo tribunal arbitral, a decisão não permite recurso.

Confira nota oficial da construtora:

Desde 2008, a WTorre aceitou o desafio de viabilizar a construção da mais relevante arena multiuso do País. Para tanto, conduziu negociações com o Palmeiras, um clube historicamente receptivo à inovação, e chegou a um acordo que deu segurança a todas as partes, em uma relação de ganha-ganha. Recentes reportagens publicadas na imprensa, no entanto, exigem esclarecer a forma de condução das negociações e os principais termos do contrato.

· Em 2008, o clube formou um grupo executivo multidisciplinar para o projeto da arena, composto de diretores das áreas Jurídica, Administrativa e de Planejamento da Sociedade Esportiva Palmeiras (SEP), além de membros do COF (Conselho de Orientação e Fiscalização), entre outros. Do grupo faziam parte Antônio Carlos Corcione, Antônio Augusto Pompeu de Toledo, José Cyrillo Júnior, Luiz Gonzaga Belluzzo, Marcelo Solarino e Vicente Criscio, entre outros. Foi esse grupo que, durante meses, discutiu as bases do acordo com a WTorre.

· O clube ainda contou com profissionais externos, para assessorá-lo na negociação, contratando a PluriCorp S.A. Engenharia Financeira e Societária, na pessoa do consultor Vladimir Antonio Rioli, além do escritório Duarte, Garcia, Caselli, Guimarães e Terra Advogados Associados, representado por seu sócio Dr. Marcelo Terra, considerado um dos melhores advogados especializados em direito imobiliário do Brasil.

· A pedido do clube, a PluriCorp entregou estudo comparativo dos grupos procurados pelo Palmeiras para a construção da arena, desde a época da Comissão Pró Estádio, instituída ainda na gestão do presidente Mustafá Contursi. A conclusão do relatório, dividida com o Conselho Deliberativo e com a Diretoria do clube, foi que apenas a proposta formulada pela WTorre atendia a todos os requisitos exigidos pela SEP.

· Após a Diretoria do clube aprovar a proposta negociada entre a comissão e a WTorre, o modelo de negócios foi submetido ao Conselho Deliberativo, que aprovou integralmente o material.

· Com o modelo de negócios aprovado, foi elaborada a versão do documento de entendimento entre as partes, que deu origem a uma minuta de contrato.

· Essa minuta foi submetida ao COF, que deu seu parecer afirmando que o documento espelhava fielmente o modelo de negócios apresentado e aprovado pelo Conselho Deliberativo.

· Esse documento ficou à disposição para consulta dos sócios na secretaria do clube, antecedendo a Assembleia Geral de Sócios, no qual o acordo foi aprovado, permitindo ao então presidente, Affonso Della Monica, assinar o contrato.

Todo esse processo permitiu uma completa avaliação do acordo por parte de todos os envolvidos, desde conselheiros, membros da Diretoria e do COF, como também pelos associados do clube. O acordo garantiu ao Palmeiras vantagens como:

- zero de dívida e zero de investimento;
- novas instalações para o clube social (mais de 20 mil m² de área construída, orçada em R$ 75 milhões) já entregues;
- manutenção de 100% da receita de bilheteria dos jogos do clube;
- participação em todas as receitas da arena, como patrocínios, venda de alimentos e bebidas, estacionamento, aluguel para shows, aluguel de cadeiras e camarotes, entre outras. A participação do clube se dá em percentuais crescentes (5% a 30% e 20% a 45%, dependendo do tipo de atividade) sobre a receita líquida, não sobre o resultado. Na prática, todo o risco do empreendimento é da WTorre. O clube não corre risco sobre a operação;
- nenhum período de carência. O Palmeiras começa a receber desde o primeiro dia de funcionamento da arena.

Portanto, conforme os termos do contrato, o Palmeiras tem acesso, sim, às receitas de venda de cadeiras, mas nos percentuais estabelecidos no acordo firmado. Além disso, mantém acesso a 100% da arrecadação com as bilheterias nos jogos de futebol. O que a nova diretoria do clube pretende é alterar o que já está contratado faz muito tempo.

Em estudo entregue recentemente pela WTorre ao presidente Paulo Nobre, ficam evidentes as vantagens trazidas pelo projeto ao time. Ao todo, o acordo tem potencial de gerar uma receita bilionária para o clube no prazo de vigência do contrato. A WTorre tem feito todos os esforços para buscar o entendimento com a atual diretoria do clube, a mesma postura que sempre adotou na relação com o Palmeiras. Garantir a observação dos direitos e dos interesses do clube é uma premissa da empresa, pois entende que somente dessa forma será possível preservar uma relação de 30 anos. O objetivo imediato é assegurar a finalização do projeto e a concretização dos benefícios previstos no plano de negócios para todas as partes.


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