Atacante está acostumado a comemorar gols com violência e já acertou voadora no técnico Muricy Ramalho, que o chamou de "louco", e cortou a boca de Antonio Carlos ao derrubá-lo

Aloisio dá voadora em Muricy na comemoração de gol do São Paulo contra o Náutico
Eduardo Martins/Futura Press
Aloisio dá voadora em Muricy na comemoração de gol do São Paulo contra o Náutico

O goleiro Rogério Ceni não terá que se defender apenas das investidas dos adversários contra o gol do São Paulo nos próximos jogos. Acostumado a comemorar gols com violência (já acertou uma voadora até no técnico Muricy Ramalho, que o chamou de "louco", e cortou a boca de Antonio Carlos), o atacante Aloísio mostrou destemor com o desafio de repetir a vibração com um dos grandes ídolos do clube.

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"O Rogério? Sem problemas. Se ele estiver perto... Ele pode até fazer o gol, que eu dou uma voadora nele. Está feito o desafio", gargalhou Aloísio, que quebrou um jejum de 11 jogos sem balançar as redes, na vitória por 1 a 0 sobre o Bahia, e festejou ao seu estilo. Ele fugiu de um pontapé do meia Paulo Henrique Ganso, ameaçou acertar uma nova voadora em Muricy e levou muitos tapas de seus companheiros. "Mas não dei voadora em ninguém desta vez".

O comportamento de Aloísio com Muricy é uma prova de que, de fato, Ceni terá de se preocupar. O fato de ser comandante do São Paulo não impediu o técnico de virar alvo do atacante na vitória sobre o Cruzeiro, há pouco mais de uma semana, quando também foi chacoalhado pelo colarinho de sua jaqueta.


"Mas respeito muito o Muricy, pelo amor de Deus. Daqui a pouco, vão pensar que estou bravo com ele. Isso é só uma forma brincalhona de comemorar. Ontem, também tomei uns 20 tapões nas costas, até porque os jogadores estavam em dívida comigo. Quando saí dali, continuou a mesma coisa", comparou Aloísio, que não seria violento com o seu treinador se fosse parar no banco de reservas. "Que nada. Eu só trabalharia para tentar voltar ao time".

Aloísio acredita até que o seu jeito truculento de vibrar, já notado "umas duas vezes" durante a passagem pelo Figueirense, ajude o elenco do São Paulo a ficar mais unido. "Só é uma pena que alguns jogadores saiam machucados", brincou. "Mas faço isso espontaneamente, sempre pensando no bem. Está dando certo, e a torcida gosta. Tomara que eu possa comemorar assim mais vezes."

O que o atleta não quer perpetuar é a sua exaltação na hora em que a bola não entra - ele costuma extravasar tanto quanto nos momentos de gol. "Às vezes, dou um soco no chão quando o goleiro faz a defesa. Isso é prejudicial e acontece porque me esqueço de tudo ao entrar em campo. Algumas pessoas já me falaram para corrigir esse lado da personalidade. Aos poucos, vou mudando", disse, mais sério, o atacante.

Os gramados até poderão deixar de sofrer com as frustrações e alegrias de Aloísio. Os companheiros de São Paulo - desde que não sejam corpulentos como o zagueiro Edson Silva -, não. "Você acha que vou para cima dos caras fortes? Vou atrás de Muricy, de Ganso... Esses caras não conseguem correr atrás de mim", explicou, já com um goleiro veterano em mente para fazer de vítima.

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