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Atual vice-presidente cede a pressão e aceita apoiar candidatura do ex-presidente do clube Carlos Miguel Aidar para a sucessão de Juvenal Juvêncio

Um mês e meio depois de Júlio Casares e Roberto Natel desistirem da eleição presidencial do São Paulo , finalmente Carlos Augusto de Barros e Silva, o Leco, cedeu à pressão para retirar sua pré-candidatura e apoiar Carlos Miguel Aidar como frente única da situação para 2014.

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O atual primeiro vice-presidente do clube era o único dos quatro nomes previamente definidos pelo presidente Juvenal Juvêncio a não concordar com a escolha de Aidar. Escolha esta feita pelo próprio mandatário dias depois de passar ao quarteto a responsabilidade da definição - em consenso - de alguém de maior viabilidade.

Leco aceitou desistir de ser candidato da situação na próxima eleição do São Paulo
Gazeta Press
Leco aceitou desistir de ser candidato da situação na próxima eleição do São Paulo

Aborrecido pela maneira como Juvenal conduziu o processo sucessório, principalmente porque sempre manifestou desejo de concorrer ao próximo pleito (marcado para abril do ano que vem), Leco então avisou aos colegas de situação que lançaria uma candidatura independente para enfrentar Aidar e também Kalil Rocha Abdalla, pré-candidato oposicionista.

O discurso, porém, não convencia seus colegas. "Eu diria que é uma ovelha muito querida que está desgarrada do nosso rebanho e que, muito em breve, voltará", disse o vice-presidente de futebol, João Paulo de Jesus Lopes, no final do mês passado. A brincadeira não foi bem recebida por Leco, mas a previsão de seu companheiro de diretoria estava correta.

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Depois da pressão de Juvenal e dos pedidos recebidos também dentro de seu próprio grupo político, Leco vai apoiar Aidar, que já teve dois mandatos à frente do clube (de 1984 a 1986 e de 1986 a 1998). Na quarta-feira, o vice já acompanhou a delegação na chegada ao Morumbi para a partida contra o Náutico, o que não fazia desde que deixou momentaneamente o rebanho situacionista.

"O apoio dele será muito importante. O Leco entrou na diretoria pelas minhas mãos, quando fui presidente pela primeira vez. Ficaria muito triste se ele não estivesse do meu lado", diz Aidar, ao acrescentar que o apoio do vice-presidente não foi pautado na promessa de cargo em caso de vitória na eleição. "De jeito nenhum. Mas é óbvio que não vou dispensar sua ajuda".

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