Ceni perde pênalti e São Paulo fica no oitavo 0 a 0 do Corinthians no Brasileiro

Por Gazeta |

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Corinthians chega a três empates sem gols seguidos. São Paulo não se afasta um ponto da zona de rebaixamento

Luís Moura/Gazeta Press
O são-paulino Aloíso e o corintiano Paulo Andrpe brigam pela posse de bola no clássico do Morumbi

O São Paulo não foi além de um resultado bastante comum para o Corinthians na temporada, neste domingo. O clássico que opôs dois rivais em má fase no Morumbi acabou em 0 a 0 - com direito a mais um pênalti desperdiçado pelo goleiro e capitão Rogério Ceni, aos 45 minutos do segundo tempo. Foi a oitava vez no Campeonato Brasileiro em que a equipe comandada por Tite ficou em uma igualdade sem gols.

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O resultado é pior para o São Paulo, ameaçado pelo rebaixamento à Série B e agora com 34 pontos ganhos. O Corinthians não está em situação muito melhor, pois soma 37 e vê o objetivo de obter classificação para a Copa Libertadores da América ficar cada vez mais distante de ser alcançado. Os dois times voltarão a campo na noite de quarta-feira: o tricolor contra o lanterna Náutico, outra vez no Morumbi, e o alvinegro diante do Grêmio, em Porto Alegre.

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Seedorf e Elias durante clássico entre Botafogo e Flamengo. Foto: Flickr/Botafogo F.R.Rafael Marques e Elias disputam a bola no clássico do Maracanã. Atacante marcou o segundo gol do Botafogo. Foto: Dhavid Normando/FuturapressO meia Gegê corre para festejar com os reservas do Botafogo o gol de empate no clássico contra o Flamengo. Foto: Fabio Castro/Agif/Gazeta PressHernane (à esq) e Carlos Eduardo comemoram o gol do Flamengo, o primeiro no clássico do Maracanã, contra o Botafogo. Foto: Dhavid Normando/FuturapressAjoelhado, Marcelo Cirino comemora o gol do Atlético-PR sobre a Portuguasa, marcado logo no início do jogo. Foto: Giuliano Gomes/Gazeta PressO atacante Walter corre para festejar o primeiro gol do Goiás diante do Bahia, no Serra Dourada. Foto: Futura Press/Carlos CostaCabisbaixo, o são-paulino Rogério Ceni volta ao seu gol, após perder pênalti contra o Corinthians. Foto: Futura Press/Léo PinheiroCássio defendeu a cobrança de pênalti de Rogério Ceni no final do clássico no Morumbi. Foto: Daniel Augusto Jr./Agência CorinthiansCássio comemora a defesa de pênalti contra o São Paulo. Foto: Daniel Augusto Jr./Agência CorinthiansTite e Cássio após o 0 a 0 do Corinthians no Morumbi. Foto: Daniel Augusto Jr./Agência CorinthiansO são-paulino Aloíso e o corintiano Paulo Andrpe brigam pela posse de bola no clássico do Morumbi. Foto: Luís Moura/Gazeta PressTorcedores do São Paulo enfrentam os policiais na arquibancada do Morumbi. Foto: Miguel Schincariol/Gazeta PressAdemilson tenta passar pela marcação dos corintianos Emerson e Alessandro. Foto: Djalma Vassão/Gazeta PressO atacante Fernandinho, do Atlético-MG chuta para defesa do goleiro Fábio, do Cruzeiro. Foto: Futura Press/Cristiane MattosO atacante Fernandinho vibra após marcar o gol da vitória do Atlético-MG no clássico contra o Cruzeiro. Foto: Flickr/Atltético-MGWellington Paulista comemora seu primeiro gol no duelo entre Criciúma e Vasco. Foto: Fernando Ribeiro/Futura PressO atacante André comemora seu gol pelo Vasco, que no entanto acabou perdendo para o Criciúma por 3 a 2. Foto: Flickr/Vasco da GamaApós marcar o primeiro gol do Internacional, D'Alessandro corre para festejar seu gol. Foto: Luiz Munhoz/Gazeta PressRicardo Berna voa, mas não consegue defender o chute de D'Alessandro no primeiro gol do Internacional diante do Náutico. Foto: Divulgação/NáuticoLins é abraçado pelos compamheiros após marcar o segundo gol do Criciúma diante do Vasco. Foto: Fernando Ribeiro/Futura PressTorcedores do Cruzeiro brigaram entre eles antes do clássico contra o Atlético-MG no estádio Independência. Foto: Yuri Edmundo/Gazeta PressWillian e Lucas Silva cercam Diego Tardelli durante o clássico entre Atlético-MG e Cruzeiro. Foto: Paulo Fonseca/FuturapressSão-paulinos queimam camisa do Corinthians dentro do Morumbi. Foto: Marcello Zambrana/Inovafoto/Gazeta PressÔnibus do Corinthians chega ao Morumbi para o clássico contra o São Paulo. Foto: Mauro Horita/Agif/Gazeta PressDe volta à equipe, o argentino Montillo também marcou seu gol para o Santos diante da Ponte Preta. Foto: Djalma Vassão/Gazeta PressEverton Costa marcou o primeiro gol da vitória do Santos sobre a Ponte Preta. Foto: Gazeta Press/MAURO HORITAGeraldo marcou o gol de honra do Coritiba em Salvador . Foto: Romildo de Jesus/Futura PressMarquinhos marcou o primeiro gol do Vitória sobre o Coritiba. Foto: Edson Ruiz/Gazeta PressBressan comemora o gol do Grêmio contra o Fluminense no Maracanã. Foto: Pedro Martins/Agif/Gazeta PressRafael Sóbis marcou o gol de empate do Flu no final do jogo. Foto: PhotocameraRafael Sóbis comemora o gol de empate do Fluminense contra o Grêmio. Foto: Ricardo Ayres/PhotocameraBiro-Biro e Pará em lance de Fluminense x Grêmio no Maracanã. O jogador do Flu foi expulso. Foto: Ricardo Ayres/Photocamera

A igualdade deste fim de semana ainda manteve bons retrospectos a favor do Corinthians, que não perdeu nos seus últimos 12 clássicos contra o São Paulo no Morumbi e ainda terminará a atual temporada sem ter sido derrotado pelo rival de Majestoso. Venceu três partidas e empatou outras três.

O jogo - O clássico deste fim de semana não valia troféu. Mas, como vencer para fugir da zona de rebaixamento parecia ser tão importante quanto ganhar um título, as provocações começaram cedo. O Corinthians queria levar a campo a sua taça de campeão paulista de 1977 (chegou ao Morumbi com a peça, mas desistiu da ação de última hora), em função do aniversário de 36 anos do torneio. A medida aguçou a vontade de João Paulo de Jesus Lopes, vice-presidente de futebol do São Paulo, de trazer uma "carreta bem grande" com as principais conquistas tricolores.

Já no gramado, o atacante Emerson era o maior alvo das gozações. Ouviu diversos gritos de "beija", em referência à polêmica foto em que dá um selinho em um amigo, e tentou responder de qualquer maneira. Logo no primeiro minuto de jogo, deu poucos passes com a bola nos pés após passar pelo meio-campo e testou Rogério Ceni com um chute de muito longe. A conclusão saiu tão torta que ele pareceu ter mirado na faixa com a inscrição "time grande não cai", pendurada na arquibancada, e não no gol.

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Finalizar de longa distância poderia ser uma maneira de o Corinthians minimizar a sua falta de criatividade - exacerbada pela ausência do lesionado Paolo Guerrero e de Alexandre Pato, defendendo a Seleção Brasileira. Mesmo sem uma referência ofensiva, Tite preferiu reforçar o poder de marcação do meio-campo com Edenílson, deixando Alessandro na lateral direita e Douglas no banco de reserva. Pode ter sido produtivo no treinamento secreto da véspera do clássico. Não no primeiro tempo.

Djalma Vassão/Gazeta Press
Ademilson tenta passar pela marcação dos corintianos Emerson e Alessandro

Fazendo valer o mando de campo, o São Paulo pressionou o Corinthians desde os primeiros minutos de jogo. O time de Muricy Ramalho - mesmo sentindo a "grande falta de um bom pivô", como definiu o técnico - parecia habituado a não contat com o contundido Luis Fabiano. Tanto é que o substituto Aloísio foi o mais festejado pelos torcedores antes de a bola rolar. Aos sete minutos, ele viu de perto a primeira chance de gol do seu time, quando Jadson recebeu a bola na entrada da área e bateu no canto. Para fora.

A oportunidade foi um indício do que estava por vir. Aproveitando-se algumas vezes de uma confusa linha de impedimento corintiana e muitas da lentidão dos laterais Alessandro e Fábio Santos, o São Paulo tomou o controle da partida. Chegou a computar 79% de posse de bola. Na defesa, parar a ligação direta que o Corinthians fazia para Emerson e Romarinho também não aparentava ser missão das mais complicadas. O Sheik preferia até pedalar descoordenadamente ou se jogar dentro da área ao ir de encontro com a marcação.

Criticado justamente por tentar cavar pênaltis nos últimos jogos, Romarinho fez o contrário aos 28 minutos, na melhor chance corintiana do primeiro tempo. O atacante carregou a bola em velocidade pela ponta esquerda, superou os defensores do São Paulo e foi individualista ao não passar a bola para Emerson. Ainda assim, o chute dele deu trabalho para Rogério Ceni.

Aquela rara investida do Corinthians deixou o São Paulo mais agressivo. Logo na jogada seguinte, Maicon ficou livre de marcação na pequena área e desperdiçou uma grande chance com a cabeçada para fora. Alguns torcedores ameaçaram gritar gol. O mesmo ocorreu um minuto mais tarde, aos 30: Jadson fez assistência com maestria para Ademilson, que passou por Alessandro dentro da área e bateu firme. Cássio salvou o Corinthians com uma bela defesa.

Aos 44 minutos, o São Paulo ainda assustou o Corinthians pela última vez na primeira etapa. Jadson, sempre ele, optou pela cobrança de falta ensaiada e só rolou a bola para Aloísio. O atacante estufou o peito para concluiu no gol, porém acabou travado por Fábio Santos. "Isso mostra o bom primeiro tempo que fizemos. Está faltando o gol", analisou Maicon, satisfeito ao descer para o vestiário. Alessandro, ao contrário, transparecia preocupação: "Temos que melhorar".

Com mais disposição, o Corinthians até evoluiu no começo do segundo tempo (pouco depois de torcedores organizados tricolores entrarem em conflito com policiais militares) - o que abriu ainda mais espaços para o São Paulo atacar. Não foi o suficiente para convencer Tite, que sacou o sonolento Danilo para a entrada de Diego Macedo aos 12 minutos. O seu time passava a contar com três laterais destros no gramado. E também a ser mais presente no setor ofensivo.

Sem se intimidar com o clássico, o recém-chegado Diego Macedo pedia a bola com frequência e encarregava-se de armar o Corinthians. Aos 15, saiu dos pés dele o lançamento que Rodrigo Caio não conseguiu cortar. Emerson recebeu, invadiu a área e parou na boa saída de gol de Rogério Ceni. Tite aplaudiu a iniciativa, enquanto Muricy Ramalho gesticulou freneticamente para a sua equipe retomar a pressão em busca do gol de desempate.

O São Paulo até obedeceu a ordem de seu comandante, principalmente através do jogo aéreo e dos lances de bola parada, porém o Corinthians se mostrava mais perigoso àquela altura. Aos 27 minutos, por exemplo, Diego Macedo fez um novo grande lançamento para Emerson, que ficou sem marcação diante de Rogério Ceni e chutou para fora. A torcida tricolor comemorou como se fosse um gol. Muricy Ramalho agiu: trocou Aloísio, o substituto de Luis Fabiano, por Wellington.

Mesmo com a mudança (mais tarde, Ademilson deu lugar a Lucas Evangelista), o São Paulo não conseguia mais ser aquele time envolvente do primeiro tempo. O Corinthians, já com o contestado Ibson na vaga de Romarinho, voltou a incomodar com um desvio venenoso de Paulo André após cobrança de falta, bem defendida por Rogério Ceni. Poucos minutos depois, o goleiro são-paulino centralizaria ainda mais as atenções no Morumbi.

Aos 44 minutos, Diego Macedo quase comprometeu a sua boa atuação ao se chocar com Reinaldo, que caiu na área. Para o árbitro Wilson Luiz Seneme, pênalti. Ceni deu ouvidos aos gritos eufóricos da torcida do São Paulo, apresentou-se para a cobrança e fez uma expressão séria - que se transformou em tristeza ao ver Cássio saltar no canto, defender a cobrança e virar o herói corintiano do clássico.

FICHA TÉCNICA
SÃO PAULO 0 X 0 CORINTHIANS

Local: Estádio do Morumbi, em São Paulo (SP)
Data: 13 de outubro de 2013, domingo
Horário: 16 horas (de Brasília)
Árbitro: Wilson Luiz Seneme (SP)
Assistentes: Danilo Ricardo Simon (SP) e Celso Barbosa de Oliveira (SP)
Cartões amarelos: Paulo Miranda, Jadson e Douglas (São Paulo). Diego Macedo (Corinthians)
Público: 50.282 pagantes
Renda: R$ 596.307,00

SÃO PAULO: Rogério Ceni; Paulo Miranda, Rodrigo Caio e Edson Silva; Douglas, Denilson, Maicon, Jadson e Reinaldo; Ademilson (Lucas Evangelista) e Aloísio (Welliton)
Técnico: Muricy Ramalho

CORINTHIANS: Cássio; Alessandro, Gil, Paulo André e Fábio Santos; Ralf, Guilherme, Edenílson, Danilo (Diego Macedo) e Romarinho (Ibson); Emerson
Técnico: Tite

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