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Com respaldo da diretoria apesar de campanha ruim no Brasileiro, técnico entende que não deve continuar no ano que vem

Desde o fim de 2012, antes da conquista do título mundial com o Corinthians , o discurso de Tite era de que após três anos no clube um desgaste seria inevitável. Ele não projetava seguir além de 2013 no comando do time e os maus resultados no segundo semestre colaboram para que o casamento chegue ao fim junto com o contrato do treinador, em dezembro deste ano.

O técnico completa três anos de Corinthians no próximo dia 17. Foram cinco títulos (pela ordem,  Brasileirão, Libertadores, Mundial, Paulista e Recopa), mas a dificuldade em conduzir o time à Libertadores do ano de 2014 e a clara queda de rendimento do time desgastaram o treinador com o time. Ainda que Mário Gobbi declare que pretende contar com Tite até o fim do seu mandato, em dezembro de 2014, o treinador prefere seguir novos rumos. 

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Há um ano o técnico disse que pretendia dirigir um time do Rio , única cidade com grandes clubes onde não trabalhou na carreira. Dirigiu Grêmio e Inter em Porto Alegre, o Atlético-MG em Belo Horizonte e Palmeiras e Corinthians em São Paulo.

Gobbi pretende manter Tite, mas técnico vê desgaste natural após três anos no clube
Daniel Augusto Jr./Agência Corinthians
Gobbi pretende manter Tite, mas técnico vê desgaste natural após três anos no clube

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"Eu sempre falei que o melhor é ter longevidade. Mas também tenho consciência que no Brasil não é assim. Três anos é muita coisa. Há um desgaste. Não dá para comparar, por exemplo, com o (Arsene) Wenger (técnico do Arsenal há 16 anos). Ele mexe com dinheiro, vem aqui, contrata, é manager, eu não sou assim, não é meu perfil. Sou só campo e no campo há desgaste", alertou Tite, já pensando nas dificuldades que viriam em 2013. Deixar o Corinthians para dirigir uma seleção na Copa de 2014 também atrai o treinador. 

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"Já demonstrei inúmeras vezes que gostaria muito que ele ficasse mais um ano conosco até o final da gestão nossa. Nós conhecemos bem ele, os métodos dele, sabemos que ele só vai aceitar falar disso mais lá na frente e tudo tem a sua hora o seu momento. Mas faremos de tudo para ele ficar", disse Mário Gobbi.

Neste ano, apesar do título paulista e da Recopa, o time faz campanha ruim, com apenas 55% de aproveitamento dos pontos disputados. A porcentagem é menor em relação ao aproveitamento total nos 260 jogos como técnico do time, que é de 60%. No Brasileirão o time soma 12 empates em 27 jogos e está a apenas quatro pontos da zona de rebaixamento. 

Após a derrota por 4 a 0 para a Portuguesa, em setembro, no jogo que marcou a sua pior sequência de resultados no clube (oito jogos sem vencer), Tite não falou. No dia que antecedeu a partida contra o Bahia que pôs fim à série negativa, o técnico evitou falar sobre 2014. Ele disse que sua meta é fazer o time voltar a jogar bem. Está consciente que pelo investimento feito, ficar fora da Libertadores no ano de inauguração da Arena Corinthians será decepcionante. Por isso espera para avaliar seu trabalho.

"É errado analisar agora, como é errado analisar logo depois de um título, porque você está em um momento emocional muito para cima ou muito para baixo. O fundamental é fazer um grande trabalho, ter lucidez, muita calma, estabilidade emocional minha e dos atletas. É ter um bom desempenho e ter competitividade, porque a camisa do Corinthians exige que se suje o calção. Não dá para deixar de ser vibrante", disse Tite. 


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