Com problemas no ataque corintiano, Tite espera por Guerrero, mas médicos vetam

Por iG São Paulo |

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Corinthians não deve ter atacante contra o Atlético-PR, mas pode contar com ele no clássico

Daniel Augusto Jr./Agência Corinthians
Guerrero foi cortado da seleção peruana por conta de fratura no pé, mas Tite espera contar com ele

Paolo Guerrero voltou da seleção peruana por causa de uma fissura em um osso do pé esquerdo. Com poucas opções para formar o ataque do Corinthians, Tite quer saber a exata condição do atleta porque gostaria de contar rapidamente com ele, possivelmente já contra o Atlético-PR.

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"Se eu puder falar 'vem agora para cá', vou falar. Ele vem já! Vou falar mesmo, ver a possibilidade de ele vir. É sério", afirmou o técnico do Corinthians, após o treino realizado na noite de terça, em Mogi Mirim, cidade que receberá o confronto de quarta.

De acordo com os médicos alvinegros, a lesão não é nova. Antes mesmo da vitória sobre o Bahia, na última quarta, com gol do peruano, o problema já havia sido detectado e vinha sendo administrado.

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"Ele vem jogando assim faz umas duas semanas. Às vezes, as pessoas não sabem. Ele não é guerreiro só no nome. Os atletas estão passando por cima de dorzinha, passando mais tempo concentrados, para a gente contar com todo o mundo. Sem pagar o preço com a saúde de ninguém, sem atrapalhar a carreira de ninguém", comentou Tite.

Guerrero será mais bem avaliado na expectativa de atuar ao menos no clássico contra o São Paulo, no domingo. Sem ele - e também sem Pato, na seleção brasileira -, o time foi armado sem um centroavante típico no treino de terça no Romildão.

Tite procurou fazer algum mistério sobre a formação tática, mas já mostrou em outras ocasiões que a equipe joga melhor com um atleta enfiado na área - no caso, Emerson. Ainda que ele não faça o papel de pivô como o guerreiro peruano.

"Tenho a resposta, mas prefiro não falar. Tenho a resposta, mas prefiro deixar o Mancini (Vagner, técnico do Atlético-PR) pensar se vai jogar o Emerson ali, com velocidade, se vamos ter a velocidade dos lados. Temos as duas possibilidades, inclusive durante o jogo", afirmou o treinador.

À distância

Há uma semana, em meio a uma sequência de oito partidas sem vitória do Corinthians, Tite participou animadamente do rachão dos jogadores em Mogi Mirim. Segundo ele, era uma maneira de mostrar que era necessário ter alegria mesmo nos momentos difíceis. Com a crise relativamente controlada, não houve a necessidade de passar a mesma mensagem.

Depois de derrotar o Bahia em Mogi e empatar com o Atlético-MG em Belo Horizonte, o time retornou ao interior de São Paulo - ainda pagando punição do STJD. Na véspera do confronto com o Atlético-PR, no Romildão, o gaúcho manteve a habitual distância do treino recreativo.

A atitude foi só uma das indicações de que o clima ficou mais ameno em sete dias. Havia bem menos repórteres à espera do ônibus da equipe, e nenhuma pergunta foi feita sobre a possibilidade de Tite sair do clube, assunto que dominou a entrevista antes da partida contra o Bahia.

"Na chegada ao estádio, já não tinha tanta gente. Na semana passada, tinha trocentos repórteres. (A ausência no) rachão também mostra isso, assim como o fato de que tem bem menos gente aqui", sorriu o gaúcho, feliz ainda por não responder questionamentos sobre risco de rebaixamento.

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