Clube é prejudicado financeiramente quando joga longe da capital paulista. Solução desta vez foi recorrer a cidade de Londrina, que possui mais de 65 mil palmeirenses

Faixa manda recado às organizadas do Palmeiras após perda de mando de campo
Marcos Bezerra/Futura Press
Faixa manda recado às organizadas do Palmeiras após perda de mando de campo

O planejamento de Gilson Kleina não foi o único prejudicado pela exigência imposta pelo Superior Tribunal de Justiça Desportiva (STJD). O fato de atuar longe do Pacaembu interfere diretamente nos cofres do Palmeiras . Isto é, longe da capital, o clube deixa de faturar cerca de 65% de arrecadação, o equivalente a mais de R$ 1 milhão. 

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O clube foi punido com a perda de dois mandos de campo, por causa de uma briga entre torcidas organizadas na partida contra o Guaratinguetá, em julho. Devido à penalização, a diretoria resolveu levar os jogos contra o Figueirense e Guaratinguetá, nos dias 8 e 11 de outubro, para Londrina (PR), no estádio do Café. E como nem sempre jogar longe da capital foi vantajoso para o clube, a escolha da cidade paranaense não foi à toa.

Confira a tabela de classificação da Série B do Campeonato Brasileiro

Londrina foi selecionada por possuir pelo menos 65 mil torcedores palmeirenses, segundo um levantamento encomendado pela Meltex Franchising, empresa parceira do clube que administra a rede de franquia de lojas oficiais. Além do bom número de fãs, a cidade recebeu no último mês a primeira Academia Store fora do estado de São Paulo, o que beneficia as ações de marketing.

O esforço da diretoria em escolher o local ideal para receber os jogos da equipe durante esse período é fruto de uma preocupação financeira. No início do ano, por exemplo, o clube foi punido também pelo STJD e perdeu quatro mandos na Série B. Com isso, as partidas contra o Atlético-GO, América-MG, Avaí e Oeste foram transferidos para Itu (os três primeiros) e Presidente Prudente, no interior de São Paulo, provocando o declínio da renda em 65%. 

Durante este ano no Pacaembu, o Palmeiras arrecadou cerca de R$ 514.657,66, por partida. Enquanto a média no interior do Estado foi de apenas R$ 182.326,25. Ou seja, um prejuízo de R$ 1.329.325,64. Sem calcular, é claro, as despesas com hospedagem e viagem que o clube precisa arcar quando este tipo de situação acontece.  

Há exatamente um ano, o Palmeiras estava na mesma circunstância. Depois de um quebra-quebra entre torcedores na partida contra o Corinthians, no dia 17 de setembro, o clube foi denunciado e punido por quatro mandos de campo. A solução foi levar os duelos para Araraquara (SP) e Presidente Prudente (SP). E daquela vez, além do déficit na conta, a mudança prejudicou o desempenho da equipe, que conquistou apenas quatro dos 12 pontos disputados longe do Pacaembu, culminando mais tarde para o rebaixamento do time.  

Hoje, em busca do acesso à elite do futebol brasileiro, o Palmeiras pode conquistá-lo longe da sua torcida. Se seguir a conta feita por Gilson Kleina, que espera 66 pontos para subir, a equipe precisa somar apenas mais sete, sendo que as próximas quatro partidas serão disputadas fora da capital. O retorno ao Pacaembu está marcado para o dia 26 de outubro, contra o São Caetano, pela 32ª rodada da competição. 

Clube promove viagem para Londrina

O Palmeiras, em parceria com agência oficial de viagens Palmeiras Tour, promove um pacote de viagens aos torcedores para as partidas em Londrina. Os valores variam entre R$ 140  e R$ 990, com opções de trajeto aéreo e terrestre. Todos os pacotes incluem ingresso, serviço de bordo, acompanhamento de guia e hospedagem, além de brindes exclusivos. 

Para os palmeirenses de Maringá, cidade a 80 quilômetros de Londrina, haverá uma caravana exclusiva da própria agência. Sócios Avanti desembolsam R$ 140 e não-sócios R$ 160.




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