Clube anunciou a saída do treinador, que se junta a Paulo Roberto Falcão, Fernandão, Carpegiani e Figueroa como ex-atletas de sucesso e que não deram certo como técnico

Dunga não é mais o treinador do Internacional. O clube oficializou a saída do comandante nesta sexta-feira, um dia após a derrota diante do Vasco , por 3 a 1, na noite de quinta-feira, no Rio de Janeiro. Além do técnico, o preparador físico Paulo Paixão, o auxiliar técnico Andrey Lopes, o preparador de goleiros Rogério Maia e o auxiliar da preparação física Mauro Cruz também estão fora do clube. Logo após sua demissão, Dunga culpou a falta do Beira-Rio por derrotas e disse que agora vai descansar.

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A diretoria confirmou Clemer, que estava no time sub 20, como interino enquanto o substituto não chega. O ex-goleiro fará a sua estreia neste domingo, às 16 horas, contra o Fluminense, no Centenário. No entanto, a probabilidade de Clemer permanecer no comando, mesmo em caso de vitória, é baixíssima, já que a cúpula gaúcha já estaria negociando com Abel Braga, demitido do Fluminense. A principal missão colorada será a de convencê-lo a voltar ao Beira-Rio, de onde saiu em 2008.

Perguntado sobre as conversas com Abel Braga, o diretor-executivo Newton Drummond brincou: "Se ele nos convidar para um almoço ou jantar, aceitaremos". O presidente Giovanni Luigi, por exemplo, ainda está no Rio de Janeiro com alguns familiares, e só deverá voltar para Porto Alegre no sábado.

Dunga iguala fracasso de ídolos

Nos 53 jogos que fez no comando do Inter, Dunga conquistou 26 vitórias, com 18 empates e outras nove derrotas. Mesmo levando o time ao título do Gauchão de 2013, o ex-volante entrou na lista dos ídolos do passado que fracassaram na função de treinador da equipe.

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Após a demissão, o treinador reclamou da falta de um estádio, já que o Beira-Rio está em obras. "Quando um time não tem casa fica difícil. Tivemos problemas de lesão, não conseguimos repetir o time em vários momentos... Tudo isso ajuda", disse Dunga ao Portal Zero Hora . "Agora vou ficar em casa, dar atenção à família. Sair do Inter me deixa chateado, pois tinha planejado ficar até o final do ano. Achei que iria encerrar o ciclo", concluiu.

Dunga começou a carreira de jogador profissional no próprio Inter e, ainda jovem, participou das campanhas dos títulos estaduais de 1982 e 1983. Depois de passar por Corinthians , Santos e Vasco , o atleta ainda jogou na Itália, Alemanha e Japão, foi capitão do tetra da seleção brasileira na Copa do Mundo de 1994 e voltou ao Inter em 1999, se consolidando como ídolo da equipe ao fazer o gol que salvou o time do rebaixamento no Brasileiro daquele ano.

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Recentemente, o Inter teve outros dois ídolos do passado no comando do time e que não conseguiram cair nas graças da torcida na nova função. Paulo Roberto Falcão, considerado o melhor jogador da história do clube e protagonista do tricampeonato nacional em 1975, 1976 e 1979 , e Fernandão, capitão nos títulos da Libertadores e do Mundial de 2006. Ambos não tiveram sucesso no comando e saíram pela porta dos fundos.

Falcão também não deu certo no Inter
Lucas Uebel/Vipcomm
Falcão também não deu certo no Inter

Falcão dirigiu o Inter sem muito destaque por 17 jogos no ano de 1993, voltando ao clube em 2011. Nesta segunda passagem, conquistou o título do Gauchão, mas o começo ruim no Campeonato Brasileiro e a eliminação na Libertadores diante do Peñarol, em pleno Beira-Rio, foram a gota d'água para sua demissão - foram outros 19 jogos, com oito vitórias, cinco empates e seis derrotas.

Já em 2012, Fernandão resolveu deixar o cargo de diretor de futebol do Inter para assumir a vaga de treinador deixada por Dorival Júnior. Nos quatro meses como técnico, o ex-atacante comandou o time em 26 jogos, conquistando nove vitórias, empatando oito jogos e perdendo outros nove. A sua passagem foi marcada por diversos atritos com os atletas dentro do vestiário.

Outros nomes que fizeram história no Internacional também não vingaram como treinadores, como o zagueiro chileno Figueroa, que teve uma rápida experiência de quatro partidas em 1996. Naquele ano, faltando quatro rodadas para o final da primeira fase do Brasileiro, o Inter precisava vencer todos os jogos para se classificar. Venceu os três primeiros, mas perdeu do rebaixado Bragantino no último duelo e ficou de fora da fase final. A torcida pediu sua permanência, mas a diretoria e o próprio Figueroa não quiseram renovar o vínculo.

Paulo César Carpegiani é mais um exemplo. Ele brilhou como atleta do Inter na décade de 70, conquistando sete estaduais e dois brasileiros, mas como técnico da equipe não deixou muitas saudades. Foram duas passagens, uma em 1985 e outra em 1989, sem título conquistado e campanhas apenas razoáveis.

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