Na corda bamba, Dunga espera acabar com sina de ídolos 'queimados' no Inter

Por iG São Paulo | - Atualizada às

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Treinador ainda não conseguiu fazer a equipe embalar em 2013 e, em caso de demissão, repete a história de craques do passado que não vingaram no comando do time colorado

Bastante questionado no comando do Internacional, Dunga tenta quebrar uma sina de ídolos "queimados" como treinadores no clube gaúcho. Com resultados abaixo do esperado no Campeonato Brasileiro, o ex-volante colorado precisa melhorar o rendimento do time dentro do Nacional e ainda conseguir classificação à semifinal da Copa do Brasil para não repetir passagens frustrantes de outros nomes que marcaram história no clube como jogadores.

Confira alguns dos ídolos do Inter que decepcionaram como treinadores

Dunga está ameaçado de demissão no Internacional. Foto: Press Digital/DivulgaçãoDunga iniciou sua carreira de jogador no Inter, onde foi bicampeão estadual em 1982/83 e retornou em 1999. Foto: Gazeta PressFalcão chora durante coletiva sobre sua saída do Internacional, em 2011. Foto: Lucas Uebel/VipcommPaulo Roberto Falcão iniciou a carreira no Internacional em 1973. Ele é considerado o maior jogador da história do clube gaúcho. Foto: Gazeta PressO ex-zagueiro chileno Elias Figueroa defendeu o Internacional na década de 70, quando foi o capitão da equipe. Foto: Gazeta PressFigueroa (4º em pé, a partir da esq.), Falcão (5º em pé)  e Paulo César Carpegiani (agachado, 2º à esq.) foram ídolos do Inter nos anos 70. Foto: Gazeta PressFernandão chora ao se despedir do Inter, no final de 2012. Foto: Gazeta PressFernandão ergue a taça de campeão da  Libertadores de 2006, após vencer o São Paulo, dentro do Beira-Rio. Foto: Vipcomm

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Dunga começou a carreira de jogador profissional no próprio Inter e, ainda jovem, participou das campanhas dos títulos estaduais de 1982 e 1983. Depois de passar por Corinthians, Santos e Vasco, o atleta ainda jogou na Itália, Alemanha e Japão, foi capitão do tetra da seleção brasileira na Copa do Mundo de 1994 e voltou ao Inter em 1999, se consolidando como ídolo da equipe ao fazer o gol que salvou o time do rebaixamento no Brasileiro daquele ano.

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Recentemente, o Inter teve outros dois ídolos do passado no comando do time e que não conseguiram cair nas graças da torcida na nova função. Paulo Roberto Falcão, considerado o melhor jogador da história do clube e protagonista do tricampeonato nacional em 1975, 1976 e 1979 , e Fernandão, capitão nos títulos da Libertadores e do Mundial de 2006. Ambos não tiveram sucesso no comando e saíram pela porta dos fundos.

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Falcão dirigiu o Inter sem muito destaque por 17 jogos no ano de 1993, voltando ao clube em 2011. Nesta segunda passagem, conquistou o título do Gauchão, mas o começo ruim no Campeonato Brasileiro e a eliminação na Libertadores diante do Peñarol, em pleno Beira-Rio, foram a gota d'água para sua demissão - foram outros 19 jogos, com oito vitórias, cinco empates e seis derrotas.

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Já em 2012, Fernandão resolveu deixar o cargo de diretor de futebol do Inter para assumir a vaga de treinador deixada por Dorival Júnior. Nos quatro meses como técnico, o ex-atacante comandou o time em 26 jogos, conquistando nove vitórias, empatando oito jogos e perdendo outros nove. A sua passagem foi marcada por diversos atritos com os atletas dentro do vestiário.

Outros nomes que fizeram história no Internacional também não vingaram como treinadores, como o zagueiro chileno Figueroa, que teve uma rápida experiência de quatro partidas em 1996. Naquele ano, faltando quatro rodadas para o final da primeira fase do Brasileiro, o Inter precisava vencer todos os jogos para se classificar. Venceu os três primeiros, mas perdeu do rebaixado Bragantino no último duelo e ficou de fora da fase final. A torcida pediu sua permanência, mas a diretoria e o próprio Figueroa não quiseram renovar o vínculo.

Paulo César Carpegiani é mais um exemplo. Ele brilhou como atleta do Inter na décade de 70, conquistando sete estaduais e dois brasileiros, mas como técnico da equipe não deixou muitas saudades. Foram duas passagens, uma em 1985 e outra em 1989, sem título conquistado e campanhas apenas razoáveis.

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