Envergonhado, Muricy Ramalho pede desculpa à torcida, mas não joga a toalha

Por iG São Paulo * |

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Mesmo jogando com um a mais desde o final do primeiro tempo, o São Paulo não teve forças para buscar o empate e acabou sendo derrotado por 3 a 0 pelo Santos

Wagner Carmo/Inovafoto/Gazeta Press
Muricy Ramalho, técnico do São Paulo

Com protesto da torcida ao fundo, Muricy Ramalho se disse envergonhado pela atuação desta quarta-feira contra o Santos. De volta à Vila Belmiro depois de quatro meses, o treinador do São Paulo se mostrou inconformado com sua equipe, que perdeu por 3 a 0 mesmo tendo um jogador a mais desde o final da primeira metade do duelo.

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"Tenho história aqui (no clube), meu. Não dá para aceitar esse tipo de comportamento do nosso time. Não dá para aceitar perder o jogo como perdemos. Com um a menos, a gente tinha que, no mínimo, fazer o goleiro deles trabalhar, e não fez. Não dá para ter outro tipo de sentimento", desabafou, enquanto torcedores gritavam ao redor do vestiário.

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Com o desfalque dos zagueiros Rafael Toloi e Antônio Carlos, Muricy deu chance a Edson Silva, mantendo Rodrigo Caio como volante, e devolveu Paulo Miranda à defesa, escalando Douglas na lateral direita. Modificado em apenas duas peças, o time não repetiu o bom desempenho de domingo, quando foi superior no revés por 1 a 0 para o Grêmio.

"É difícil entender. A gente faz um jogo da maneira que fez no domingo, em que perdemos, mas jogamos bem... Hoje, a gente sente até vergonha. Como técnico, tenho que pedir desculpa ao torcedor. Sinto que o torcedor está passando vergonha, e eu também estou. Contra um time com dez, não conseguir criar nada?", questionou.

A indignação do comandante se reforça ainda mais pelo fato de o São Paulo ter sofrido dois gols quando o Santos já atuava com dez jogadores, depois do intervalo. Sem se estender na crítica aos seus comandados, Muricy prometeu se esforçar ao máximo para contornar essa situação - a equipe pode voltar à zona de rebaixamento caso o Vasco vença o Internacional, nesta quinta-feira.

Veja imagens dos jogos desta rodada do Brasileirão:

Sozinho, Alex faz o domínio da bola pelo Coritiba. Foto: JOKA MADRUGA/FUTURA PRESSPedro Ken tenta recuperar a bola para o Vasco, que bateu o Internacional por 3 a 1 em Macaé. Foto: Celso Avila/Futura PressWallace e André Santos comemoram gol do Flamengo. Foto: Giuliano Gomes/Gazeta PressJô marcou duas vezes na goleada diante da Ponte Preta. Foto: Yuri Edmundo/Gazeta PressJadson domina a bola pelo São Paulo marcado de perto por Alison, volante do Santos. Foto: Lucas Baptista/Futura PressThiago Ribeiro é cumprimentado pelo técnico Claudinei Oliveira após marcar gol do Santos. Foto: Lucas Baptista/Futura PressAmeaçado por Guerrero, Titi chuta a bola para frente e afasta perigo da zaga do Bahia. Foto: Fernando Dantas/Gazeta PressGuerrero comemora primeiro gol do Corinthians em Mogi Mirim. Foto: Fernando Dantas/Gazeta PressCleber sobe de cabeça para marcar gol em sua estreia no Corinthians. Foto: Miguel Schincariol/Gazeta PressJogadores do Vitória comemoram o gol de Escudero. Foto: Edson Ruiz/Gazeta PressJogadores do Goiás comemoram gol de Pedro Henrique . Foto: Edson Ruiz/Gazeta PressJuan encara a marcação do zagueiro Rodrigo em ataque do Vitória. Foto: Edson Ruiz/Gazeta PressSeedorf se antecipa e faz o domínio pelo Botafogo. Foto: Dhavid Normando/Futura PressRafael Sobis domina a bola observado por Bolivar. Foto: Nelson Perez/Fluminense. F.CBiro Biro comemora gol do Fluminense no clássico do Maracanã. Foto: Nelson Perez/Fluminense.F.CJean, do Fluminense, e Bolivar, do Botafogo, disputam lance no Maracanã. Foto: Nelson Perez/Fluminense FCRiveros aparece na cara do gol de Weverton em ataque do Grêmio. Foto: Dudu Contursi/Futura PressSouza, do Grêmio, e Delatorre, do Atlético-PR, disputam a bola. Foto: Gustavo Granata/ Agif/Gazeta PressBorges sai para comemorar após marcar gol do Cruzeiro. Foto: João Godinho/O Tempo/ Futura PressBruno Henrique escapa do carrinho e conduz a bola pela Portuguesa. Foto: Yuri Edmundo/Gazeta PressHugo marcou o primeiro gol do Náutico em Campinas. Foto: Rodrigo Villalba/Futura PressMaikon Leite é cumnprimentado após gol da vitória sobre a Ponte Preta. Foto: Rodrigo Villalba/Futura Press

"É difícil falar agora. Tudo que falar se torna desculpa, e não tem que ter desculpa. Tem que continuar procurar sair dessa situação, que está complicadíssima. Mas vamos lutar. Da minha parte, até o final, com certeza", falou o treinador, ao final da terceira derrota consecutiva na competição nacional, sequência intercalada por um empate em casa pela Copa Sul-americana.

A volta aos trabalhos está marcada para a tarde desta quinta-feira, no CT da Barra Funda. O próximo compromisso do time será no sábado, frente ao Vitória, no Morumbi.

Sem jogar a toalha

Muricy Ramalho não se empolgou em nenhum momento em seu retorno ao São Paulo, nem mesmo após as vitórias nos três primeiros jogos, porém agora começa a perceber que o desafio que aceitou no telefonema do presidente Juvenal Juvêncio é mais complicado do que pensava. Na quarta-feira, após a derrota por 3 a 0 para o Santos, o treinador acusou o golpe no vestiário visitante da Vila Belmiro.

Envergonhado, pediu desculpas aos torcedores pelo futebol de sua equipe. Mas prometeu reação. "É uma situação nova para mim, mas como aceito desafios, em um momento ruim também vou crescer, não vou me abater, não. Só espero que o torcedor não nos deixe agora, porque dá tempo para se recuperar, e a gente vai fazer isso", disse.

"Só aceitei voltar por causa da torcida, das pessoas. Então não posso e não vou desistir, não vou jogar a toalha nunca. Agora é a hora de o cara mostrar. Não vou abaixar a cabeça", reforçou o técnico, tricampeão brasileiro (2006, 2007 e 2008) em sua passagem anterior pelo Morumbi - momento bastante diferente do atual, ele lembra.

"Desta vez, não vim ganhar caneco. Vim tentar tirar o time da situação em que estava. Porque a situação era muito crítica. Se eu pensasse em ganhar alguma coisa, não estaria aqui, esperaria o fim do ano e pegava uma coisa nova. Mas acontece que não deu para dar as costas para o torcedor, para o clube", justifica.

A situação é menos crítica porque o São Paulo não voltou exatamente para a zona de rebaixamento. Para isso, o Vasco precisa vencer o Internacional, nesta quinta-feira. De qualquer forma, a falta de vitórias e a permanência entre os últimos colocados preocupa Muricy.

Ainda sem saber sua posição real na tabela, o elenco volta a trabalhar na tarde desta quinta-feira. Alvos de crítica dos torcedores presentes na Vila Belmiro, os jogadores iniciam a preparação para a partida de sábado, contra o Vitória, no Morumbi.

*Com Gazeta

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