Chamado de babaca, Leandro teve expulsão injusta na visão de Kleina

Por Gazeta |

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Técnico do Palmeiras defendeu o atacante, que recebeu o cartão vermelho após confusão com goleiro do Oeste

CÉLIO MESSIAS/Gazeta Press
Jogadores do Palmeiras comemoram o gol de Leandro contra o Oeste

Leandro fez um golaço que dedicou ao pai na vitória por 2 a 0 sobre o Oeste, mas pouco teve o que falar após o apito final. O atacante foi expulso após chutar a bola quando o árbitro apontava impedimento e, no lance, ainda foi agredido pelo goleiro rival, que o chamou de babaca. Um cartão vermelho injusto na visão do técnico do Palmeiras.

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"Conversei com o quarto árbitro. Vieram dizer que o juiz tinha apitado antes de o Leandro chutar, mas não apitou. Ele tinha esperado Leandro tocar na bola para apitar", argumentou Gilson Kleina, irritado com a jogada na qual Fernando Leal fechou as mãos para atingir o seu jogador.

"O goleiro deles agiu com violência ao vir para cima do Leandro, não precisava daquele gesto", apontou o treinador. "Ele me agrediu", limitou-se a dizer Leandro, que deixou o gramado sangrando e logo sentou no banco de reservas antes de ser lembrado pelo quarto árbitro de que teria que seguir para o banco de reservas.

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Ao sair de campo, Fernando Leal estava indignado com o jogador que o tinha deixado no chão para abrir o placar. "Ele é um babaca. Saltei para a defesa e ele veio dando soco na minha cara. Aí vem o juiz expulsando nós dois", reclamou o goleiro do Oeste.

Um minuto antes de ser expulso por ter levado seu segundo amarelo, Leandro foi alvo de seu primeiro cartão em jogada na qual, após sofrer falta, acertou um chute na coxa de quem o derrubou. A caminho do vestiário, mais calmo, trocou argumentos com Fernando Leal, que também já não estava tão irritado quanto no lance.

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A caminhada de Leandro foi muito melhor no intervalo. Aos 16 minutos do primeiro tempo, o atacante recebeu de Valdivia e deixou não só Fernando Leal, mas também o lateral direito Eric no chão antes de balançar as redes. Na hora, recordou-se do pai.

"Quando faço este tipo de gol, só lembro do meu pai. Ele me cobra muito para ter tranquilidade na frente do goleiro, é um dos fatores que ele mais me cobra. Fui feliz, tive tranquilidade e fiz um gol que dedico a ele", afirmou o filho de um palmeirense fanático - e que também torcia pelo Verdão na infância.

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