Em casa, São Paulo não foi além do empate com a Católica na estreia da Sul-Americana

São Paulo ficou no 1 a 1 em casa com a Católica
SERGIO BARZAGHI / Gazeta Press
São Paulo ficou no 1 a 1 em casa com a Católica

Há pouco mais de duas semanas no São Paulo, Muricy Ramalho ouviu pela primeira vez, na noite de quinta-feira, seu time ser vaiado nas arquibancadas do Morumbi. Parte dos 12.342 pagantes desaprovou a atuação da equipe no empate por 1 a 1 com a Universidad Católica.

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"É claro, se o time não joga bem... Mas a torcida está vindo apoiar o tempo todo. Também não foi essa grande vaia, você (repórter) ouviu muito", disse o treinador, ao final de seu quinto jogo (três vitórias, uma derrota e um empate) no retorno ao clube do qual diz ser torcedor.

Depois de um bom primeiro tempo, castigado pelo gol de empate no final, o São Paulo voltou irreconhecível do intervalo. Segundo Muricy, em função do ruim condicionamento físico do elenco - assim como seu antecessor, Paulo Autuori, ele começou a usar essa justificativa.O comandante fez questão de lembrar que a Copa Sul-americana, embora importante por dar vaga à próxima edição da Libertadores, é secundária neste momento, tendo em conta a dificuldade para se distanciar da zona de rebaixamento na competição nacional.

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"A gente não vai falar que Sul-americana não é importante, é claro que é. Mas a gente tem uma competição à parte que é o Brasileiro, tem que estar muito consciente disso", salientou, com a ressalva de que levou a campo a melhor escalação possível, com ausência apenas de atletas que acusavam cansaço.

"O São Paulo é um time grande, não dá para entrar mais ou menos. Não posso desrespeitar o torcedor e pôr um time misto. Pus o que a gente tinha de melhor. É claro que tem que estar preocupado com o Brasileiro, mas já era um compromisso acertado. Não posso querer vir aqui e desfazer", contemporizou.

Passada a estreia sem vitória na Sul-americana, o próximo compromisso será novamente pelo Brasileiro. No domingo, a equipe recebe o Grêmio, também no Morumbi, em busca de maior conforto na tabela. Atualmente, a distância para o 17º colocado é de apenas três pontos.

Rogério Ceni também prioriza Brasileirão
O empate por 1 a 1 com a Universidad Católica, no Morumbi, forçará o São Paulo a ter que balançar a rede ao menos uma vez na partida de volta, no Chile. Uma condição que, na opinião do goleiro Rogério Ceni, dificultará bastante a tentativa de seguir adiante na Copa Sul-americana.

"Lá a gente começa sabendo que precisa fazer um e que, se tomar, complica muito", disse o capitão, em entrevista à Fox Sports, ao lamentar não ter conseguido sustentar a vitória depois do gol marcado por Luis Fabiano.

"Tivemos 30 minutos bons, envolvemos o adversário, e tivemos mais duas ou três conclusões a gol. Depois, o jogo se equilibrou e não conseguimos levar como queríamos", avaliou o jogador, vazado ainda no primeiro tempo por Castillo, depois de furada do ataque seguida de indefinição da defesa.

Apesar de temer pela eliminação precoce, Ceni e o São Paulo como um todo têm outra prioridade no momento: distanciar-se ainda mais da zona de rebaixamento do Campeonato Brasileiro. No domingo, a equipe tem pela frente o Grêmio, no Morumbi.

"Tem tempo até o jogo de volta (em 23 de outubro, no Chile), e queremos chegar novamente à final para fazer história no clube, mas agora precisamos pensar no jogo de domingo, que é o mais urgente", advertiu o camisa 1 são-paulino, em seu último ano de carreira.

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