Diretoria emite nota contra o atacante Barcos e avisa: 'Palmeiras é gigante'

Por Gazeta |

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Clube emitiu uma nota de repúdio em seu site para responder as declarações do atacante

Gazeta Press
Barcos disse que a diretoria não iria pagá-lo

Acusada de ser mentirosa ao não admitir que pediu a sua saída e até avisou que não conseguiria arcar com seus salários, a diretoria do Palmeiras devolveu as acusações de Barcos. Em "nota de repúdio", como intitulou no site oficial, o clube estranhou a manifestação do atacante do Grêmio sobre a negociação que ocorreu em fevereiro e usou as convocações de seus jogadores para mostrar a força do clube.

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"O fato é que o Palmeiras é gigante, independentemente do campeonato que dispute. As convocações de Leandro, Henrique, Eguren e Valdivia são apenas mais uma comprovação do poder da gloriosa camisa alviverde", diz a nota, que reitera inverdades ditas pelo centroavante.

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"Barcos deixou muito claro, à diretoria e aos jornalistas, que preferia se transferir por entender que não teria chance de defender a seleção de seu país disputando a Série B e por ter uma proposta salarial maior", afirma o documento, dando a entender que o argentino, que nunca mais foi convocado por sua seleção, premeditou seu ataque diante do sucesso do Verdão, próximo do acesso.

"A Sociedade Esportiva Palmeiras repudia veementemente as declarações do jogador Barcos referentes a sua transação, realizada há SETE meses. Em primeiro lugar, o clube não entende por que o atleta só resolveu atacar esta diretoria quando o Palmeiras caminha para atingir o objetivo de voltar ao seu verdadeiro lugar, a Série A", apontou.

Acusado de pedir para Barcos sair, contra a própria vontade do jogador de acordo com o próprio argentino, Paulo Nobre mostrou descontentamento pela informação de que avisou ao atacante que não pagaria seus salários. O dirigente lembrou que, em sua gestão, tudo é quitado em dia.

"O presidente Paulo Nobre nega peremptoriamente que tenha forçado o jogador a deixar o clube. Jamais dissemos a Barcos ou a atleta algum que não honraríamos nossos compromissos. Ao contrário, é público e notório que esta diretoria cumpre todas as suas obrigações religiosamente em dia e se esforça ao máximo para honrar os atrasados herdados por gestões anteriores", declara a nota.

Barcos voltou a falar do Palmeiras nesta quinta-feira e fez duras críticas à diretoria, afirmando que se sentia traído. "Combinamos de falar que foi uma saída em comum acordo, mas mudaram. Acreditava que a diretoria iria falar a verdade, mas alegaram que forcei a saída. Fizemos um acordo depois que falaram que eu não iria receber lá. Nunca disse que não jogaria a Série B, quando falei que ficaria, estava certo disso. Pediram a mim por favor para sair, mas me traíram", disse ele. 

O jogador ainda completou e chamou os dirigentes de mentirosos. "Os torcedores me xingam até hoje e sempre respeitei eles. Nunca fiz nada contra o Palmeiras. A diretoria quis tirar a sua responsabilidade e mentiiu", declarou. 

O argentino saiu quando o Palmeiras lhe devia R$ 1,5 milhão e também US$ 750 mil à LDU, seu último clube antes do alviverde. O Grêmio prometeu quitar as duas dívidas além de pagar 2 milhões de euros (cerca de R$ 5 milhões na época) e ceder por empréstimo cinco atletas - chegaram Vilson, Léo Gago, Rondinelly e Leandro e ainda falta o acerto do que fazer com o jogador que falta.

Confira a nota do Palmeiras na íntegra:

"Nota de repúdio

A Sociedade Esportiva Palmeiras repudia veementemente as declarações do jogador Barcos referentes a sua transação, realizada há SETE meses.

Em primeiro lugar, o clube não entende por que o atleta só resolveu atacar esta diretoria quando o Palmeiras caminha para atingir o objetivo de voltar ao seu verdadeiro lugar, a Série A.

O presidente Paulo Nobre nega peremptoriamente que tenha forçado o jogador a deixar o clube. Jamais dissemos a Barcos ou a atleta algum que não honraríamos nossos compromissos. Ao contrário, é público e notório que esta diretoria cumpre todas as suas obrigações religiosamente em dia e se esforça ao máximo para honrar os atrasados herdados por gestões anteriores.

Barcos deixou muito claro, à diretoria e aos jornalistas, que preferia se transferir por entender que não teria chance de defender a seleção de seu país disputando a Série B e por ter uma proposta salarial maior.

O fato é que o Palmeiras é gigante, independentemente do campeonato que dispute. As convocações de Leandro, Henrique, Eguren e Valdivia são apenas mais uma comprovação do poder da gloriosa camisa alviverde.

Por fim, a diretoria da SEP deseja boa sorte a Barcos na sequência de sua carreira e na realização de seus sonhos."

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