'Devemos subir para pensar em 2014', diz Kleina sobre 'sombra' de Luxemburgo

Por iG São Paulo |

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Técnico tem contrato com o Palmeiras até o fim deste ano, mas freou sondagens sobre um possível substituto

Fernando Dantas/Gazeta Press
Gilson Kleina, técnico do Palmeiras

Gilson Kleina acordou nesta terça-feira com uma informação além da busca por dados do Avaí, adversário desta noite. Os rumores sobre a contratação de Vanderlei Luxemburgo como técnico do Palmeiras em 2014, ano de seu centenário, aumentaram e atingiram o treinador na concentração em Florianópolis. Mas, após a virada por 4 a 2, ele mandou um recado: o time paulista ainda está na Série B do Brasileiro.

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"Não adianta pensar em 2014 e viver uma história sem a possuir ainda. Não podemos deixar equivocar nem se antecipar. O Palmeiras precisa cravar sua volta à elite", disse o treinador, que completará um ano no clube nesta quinta-feira e está consciente de que pode não renovar o contrato que acaba em 31 de dezembro, mas pede calma nas especulações.

"Respeitamos todos os profissionais. O Vanderlei tem um currículo vitorioso no Palmeiras em uma época muito forte, e profissionais com grandes títulos em grandes camisas são sempre lembrados. Mas essa decisão tem que ser tomada no momento certo. Temos que pensar em 2013", reforçou.

A preocupação do comandante é com o momento atual da equipe. Nas contas da comissão técnica, basta ao time somar 14 pontos nas 15 partidas que faltam na Série B para se garantir na elite do ano que vem, e qualquer assunto que possa mudar o foco gera tensão.

"Isso chegou muito forte ao hotel, e estamos mobilizados. Ficamos receosos, comandamos 40 jogadores que precisam estar motivados até o final. Eles estão muito mobilizados pela filosofia do trabalho, mas a coisa pode desandar e ficar ruim em uma reta final", indicou Kleina.

Em relação ao seu emprego, o técnico, ao menos, tem certeza de que não ficará sem trabalho até o fim do ano. "Minha tranquilidade é falar com o presidente e vê-lo sempre idôneo, muito transparente e com os pés no chão desde o inicio. Em momento algum houve indiferença ou desconfiança", apontou o profissional mantido mesmo após o rebaixamento no Brasileiro, uma goleada por 6 a 2 sofrida diante do Mirassol e a eliminação na Copa do Brasil.

"O meu contrato sempre foi pautado pela seriedade e para terminar da melhor maneira possível, deixando o Palmeiras na primeira divisão. Não podemos desfocar e achar que o ano está decidido. Estão todos mobilizados pelo mesmo objetivo. Quem subirá o Palmeiras é a diretoria, os jogadores, a torcida e essa comissão técnica. Depois, cabe a avaliação", prosseguiu.

Kleina se preocupa em manter seus atletas afastados das especulações por se dizer bastante calmo em relação ao seu futuro, já que pensa só no presente. "Cada vez mais se fala nisso, mas estou com a cabeça muito tranquilo no que faço. O torcedor pode ficar tranquilo porque o foco não vai mudar. Por isso, já posso pensar no Sport. É o que prometo", afirmou, citando o compromisso de sábado, no Pacaembu.

Foco no acesso

Pela quinta vez, o Palmeiras venceu nesta Série B do Brasileiro após sair atrás no placar. Logicamente, Gilson Kleina comemorou o 4 a 2 sobre o Avaí, na Ressacada, mas, a 14 pontos do acesso de acordo com a comissão técnica, faz novo discurso contra o que chama de "zona de conforto", cobrando mais equilíbrio em campo para não ter que reagir após levar gol.

"Temos um poder de reação forte, mas saímos atrás após um chutão do Wesley. Temos que corrigir essa saída de bola e entrar sempre ligados para não só correr atrás, mas administrar o resultado", disse o técnico, citando o erro na saída de bola do volante eu teve ainda botes errados de Márcio Araújo e Vilson antes de Márcio Diogo fazer 1 a 0.

Como contra o América-MG, embora de forma mais contida, o Palmeiras foi demais ao ataque. "Ficamos mais expostos no primeiro tempo porque aceleramos muito as jogadas e o Avaí estava um pouquinho melhor posicionado, elevando a dificuldade. Mesmo quando nos posicionamos melhor, saímos duas vezes atrás, uma delas em jogada individual do Avaí", analisou Kleina.

Com o ímpeto controlado, porém, mais objetivo, a exigência é por respeito a todos os adversários, independentemente dos 15 pontos de distância na tabela para o quinto colocado, primeiro clube fora da zona de acesso. "Sempre pregamos para ninguém entrar na zona de conforto. Podemos ser líderes, mas sem o número de acesso. Então temos que nos mobilizar", apontou.

Apesar dos erros apontados, os jogadores, mais uma vez, receberam aplausos do chefe. "A vitória foi com méritos, nossa equipe jogou para isso, para frente. Competimos em um jogo difícil, até porque todos os adversários se mobilizam contra o Palmeiras. Todos estão de parabéns por esse resultado muito importante", comemorou Kleina.


* Com Gazeta

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