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Preterido em julho, treinador disse ser difícil recusar um chamado do São Paulo; sem confirmar se irá contar com zagueiro, falou que não deverá utilizar tática do tribrasileiro

Muricy Ramalho é cumprimentado pelo vice-presidente do SP, João Paulo de Jesus Lopes
Futura Press/Léo Pinheiro
Muricy Ramalho é cumprimentado pelo vice-presidente do SP, João Paulo de Jesus Lopes

De volta ao São Paulo, Muricy Ramalho falou que não tem medo de manchar seu nome com os torcedores. Pelo contrário, disse ser difícil recusar um chamado do clube neste momento de crise. Em sua primeira entrevista coletiva, o novo técnico também não bancou o retorno do zagueiro Lúcio ao elenco, assim como o esquema 3-5-2, consagrado no tricampeonato nacional entre 2006 e 2008.

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“A gente não pode ter medo. Tem que trabalhar. Achei que poderia contribuir, senão iria para o Catar, aqueles lugares que estavam me chamando”, disse Muricy nesta terça-feira em sua apresentação no CT da Barra Funda.

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O nome do técnico era o preferido das arquibancadas desde quando Ney Franco ainda dirigia a equipe. Em julho, porém, a diretoria optou por Paulo Autuori ao trocar de comando. Agora, após resultados ruins e a ameaça série do rebaixamento no Brasileirão, procurou Ramalho. “Não poderia recusar um convite do clube que me criou. Nem discuti salário. Se antes as reuniões com o Juvenal duravam um minuto, essa foi 30 segundos”, explicou o treinador.

Questionado sobre a situação de Lúcio, maior contratação do ano e afastado do elenco desde a eliminação na Copa Libertadores, o técnico são-paulino afirmou que ainda irá analisar com os demais membros da comissão. “Estou vendo ainda os problemas que o time tem. Conversando muito com o Milton Cruz e todo o pessoal. Mais para a frente a gente vai resolver”, falou o comandante.

A respeito do esquema 3-5-2, que o consagrou no São Paulo, Muricy primeiro disse que teria que avaliar o elenco e que não dá para ter uma tática pronta. Em seguida praticamente descartou atuar com três zagueiros.

“Não dá para ter esquema pronto. Mas esse tipo de esquema (3-5-2) é difícil de você encaixar no futebol de hoje. A maioria dos times joga com gente aberta e você não tem como marcar dessa maneira. Esse tipo de esquema que hoje não encaixa”, afirmou Muricy.

O primeiro desafio do técnico será nesta quinta-feira, contra a Ponte Preta, no Morumbi.