Pais acusam Fifa de impedir que o filho se matricule em escola britânica

Por iG São Paulo | - Atualizada às

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Brendan Norris, de 17 anos, precisa de um certificado de transferência internacional para poder fazer um curso profissionalizante na área do esporte

Reprodução
Brendan Norris: educação vetada pela Fifa

Um casal de pais britânicos acusa a Fifa de impedir que seu filho, Brendan Norris, se matricule em um colégio da Inglaterra. O garoto de 17 anos foi aceito num curso profissionalizante de Esporte no Sparsholt College. Porém, o curso envolve prática de futebol, a escola é filiada ao Southampton, clube da primeira divisão inglesa, e o jovem atuou nos juniores de times do Canadá. Assim, só pode ser matriculado com um certificado de transferência internacional, o que foi negado pela Fifa. A informação é do site Sporting Intelligence.

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“A Fifa se coloca na posição de polícia, juiz e executor, usurpando meus direitos parentais sem nenhuma justificativa. Estão bancando Deus”, diz o pai Mike Norris. “Nossa maior preocupação quanto a esta decisão é que ela não reconhece os interesses de Brendan no que diz respeito à escolaridade. Goste a Fifa ou não, o futebol complementa o currículo, e sem isso o valor educacional é reduzido significativamente”.

Primeiro, a família tentou resolver a questão com a Fifa. Através de um representante estabelecido em Singapura, a entidade recusou o pedido de transferência internacional. Então, o pai resolveu agir na Justiça, mas também fracassou. Mike Norris diz que a derrota judicial aconteceu porque o governo britânico teme interferir no caso, sob ameaça de desvinculação da FA (Associação de Futebol da Inglaterra, que corresponde à CBF no Brasil).

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Os pais entraram em contato com a própria FA, que disse estar de mãos atadas, já que a decisão cabe somente à Fifa. Mesmo Richard Benyon, membro do Parlamento britânico, e o ministro do esporte, Hugh Robertson, não conseguiram interceder junto à Fifa.

Segundo o site Sporting Intelligence, a negativa da Fifa se baseia no temor de tráfico internacional de jogadores. O certificado de transferência internacional costuma ser negado quando jogadores com menos de 18 anos tentam trocar um país em desenvolvimento, como países latinos ou africanos, por um país desenvolvido.

“Sendo canadense, ele (Brendan) claramente não é proveniente de um país em desenvolvimento. Ele tem e continuará tendo o suporte da família”, afirma o pai.

Entenda o caso

A família de Brendan morava no Canadá, terra da mãe. Recentemente, todos decidiram retornar ao Reino Unido porque o pai, que é britânico, foi transferido. Veio então a possibilidade de matricular o jovem num curso conhecido no Reino Unido como BTEC. Como o jovem escolheu o BTEC de Esporte, a prática esportiva faz parte da formação, que inclui ainda administração, marketing e outras matérias.

Devido ao passado de Brendan como atleta de base, a parte esportiva do curso exige a inscrição dele como atleta. Daí a necessidade da transferência da Fifa.

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