A partir de agora, cada um deles terá que primeiramente desenhar uma plataforma de governo para sucessão do mandatário no cargo de presidente do clube

O presidente do São Paulo, Juvenal Juvêncio, reuniu-se na noite desta quinta-feira, no Morumbi, com os quatro nomes que poderão concorrer como seu sucessor na eleição de abril de 2014. Ficou acordado que, após se chegar em consenso a um único nome, os demais irão apoiar sua candidatura.

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Carlos Augusto de Barros e Silva (o Leco, atual primeiro vice-presidente), Julio Casares (vice de comunicações e marketing), Roberto Natel (vice social e de esportes amadores) e Carlos Miguel Aidar (presidente no final da década de 1980) são os pré-candidatos da situação.

A partir de agora, cada um deles terá que primeiramente desenhar uma plataforma de governo. As quatro propostas serão discutidas através de um processo democrático dentro do grupo político. Quem sobressair terá apoio incondicional e promessa de cargo em caso de vitória.

Juvenal Juvêncio, presidente do São Paulo
Djalma Vassão/Gazeta Press
Juvenal Juvêncio, presidente do São Paulo

Leco é quem tem mais apoio dos conselheiros, porém Aidar, embora não tenha convicação de que deva retornar ao posto mais alto do clube, começa a ganhar força. Já Natel, apesar de ter seu trabalho elogiado no Morumbi, gera dúvidas, assim como Casares, que recentemente se expôs demais ao entrar em atrito público com Marco Aurélio Cunha.

Cunha havia surgido como primeiro nome de oposição até Kalil Rocha Abdalla deixar a diretoria jurídica para se lançar como pré-candidato. O ex-diretor agora tem Cunha como aliado. O ex-superintendente de futebol do São Paulo será o vice-presidente de futebol em sua chapa.

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A reunião entre Juvenal e os quatro pré-candidatos, que teve ainda a presença do atual vice de futebol, João Paulo de Jesus Lopes, terminou pouco menos de duas horas antes da partida contra o Criciúma, a qual o São Paulo perdeu por 2 a 1.

Adalberto Baptista isolado

Os cardeais são-paulinos desaprovaram a readmissão de Adalberto Baptista, anunciada na terça-feira. Gostaram menos ainda, dois dias depois, da entrevista em que ele reafirmou tudo aquilo que, direta ou indiretamente, ocasionou em sua saída, em julho. Por isso, trataram rapidamente de mostrar que vão isolá-lo.

Adalberto Baptista, dirigente do SP
FERNANDO DANTAS / Gazeta Press
Adalberto Baptista, dirigente do SP

Carlos Augusto de Barros e Silva (o Leco, primeiro vice-presidente) e Julio Casares (vice de comunicações e marketing), dois dos quatro pré-candidatos da situação para a eleição de 2014, fizeram questão de externar insatisfação com o agora diretor secretário-geral.

Mais enfático, Casares disse ter sido pego de surpresa pela entrevista publicada na quinta-feira pelo jornal Lance!, na qual Adalberto afirmou, dentre outras coisas, que o goleiro Rogério Ceni havia se colocado "acima da instituição" e que a manutenção de Ney Franco teria deixado o time, atualmente comandado por Paulo Autuori, "em uma situação melhor".

"Não reflete minha opinião e a dos meus companheiros da diretoria. Precisamos construir um pensamento de unidade. O que ele falou foi algo pessoal, e isso não ajuda neste momento que o time atravessa. O Rogério é um mito, e o trabalho do Paulo tem sido um grande trabalho", falou Casares, após reunião com outros pré-candidatos.

O encontro dos possíveis sucessores de Juvenal - além de Leco e Casares, também Roberto Natel (vice social e de esportes amadores) e Carlos Miguel Aidar (presidente no final da década de 1980) - serviu também para mostrar aos conselheiros e à torcida que Adalberto, muito criticado pelos rumos que deu à equipe quando dirigia o futebol, não será candidato a presidente, em abril de 2014.

Ao contrário de seus vice-presidentes, Juvenal não concedeu entrevista. Segundo pessoas próximas, no entanto, o mandatário repreendeu pessoalmente Adalberto, seu homem de confiança, pela polêmica desnecessária enquanto o time luta para escapar do rebaixamento.

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