Jornais argentinos chamam Maradona de "revolucionário” por críticas à Conmebol

Por Gazeta |

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Ídolo argentino participa de grupo criado para se opor à atual gestão da entidade continental

Alex Falcão/Futura Press
Maradona e Andrés Sanchez iniciaram grupo para combater a atual gestão da Conmebol

Um dia após o encontro realizado no Parque São Jorge, em São Paulo, que reuniu grandes figuras do futebol mundial, como Maradona, Romário, Chilavert e Francescoli, para debater possíveis mudanças no modo como se gere e organiza o futebol sul-americano, os principais jornais argentinos destacaram a presença do maior jogador da história do país no evento que simboliza o nascimento de uma oposição a Conmebol.

Romário e Maradona apontam corrupção e chamam clubes para peitar a Conmebol

Principal publicação esportiva da Argentina, o Olé foi o que mais repercutiu a presença de El Pibe no encontro. Com o título "Revolução Sul-americana", o diário publicou uma matéria na qual destaca o lado revolucionário de Maradona e até cita o ídolo do ex-camisa 10, Che Guverara, um dos líderes da Revolução Cubana, como uma inspiração para os pensamentos do ex-jogador do Boca Juniors.

O jovem Diego Armando Maradona, então um argentino desconhecido. Foto: ReproduçãoDiego Maradona em ação pelo Argentinos Juniors, em 1977, no início da carreira profissional. Foto: Getty ImagesMaradona com o Barcelona nos anos 80. Foto: Getty ImagesMaradona usou a braçadeira de capitão no Barcelona. Foto: Getty ImagesMaradona viveu o auge da carreira no Napoli. Foto: Getty ImagesMaradona comemora conquista da Copa da Uefa de 1989. Ele liderou o Napoli também a dois títulos italianos e a uma Copa da Itália. Foto: Getty ImagesMaradona comemora gol durante sua rápida passagem pelo Sevilla, que se resumiu a apenas cinco jogos entre 1993 e 1994. Foto: Getty ImagesO beijaço de Maradona em Caniggia, pelo Boca Juniors, ficou para a história. Foto: APFamoso gol de mão contra a Inglaterra na Copa do Mundo de 1986. Foto: Getty ImagesNaquele mesmo jogo, fez um dos gols mais bonitos das Copas do Mundo. Ele partiu de trás do meio de campo e driblou quem apareceu pela frente. Foto: Getty ImagesMaradona liderou a Argentina à conquista da Copa do Mundo em 1986. Foto: Gety ImagesMaradona encara a marcação de Dunga no duelo contra o Brasil pelas oitavas de final da Copa de 1990. Foto: Getty ImagesArgentina de Maradona precisou superar a Austrália na repescagem para ir à Copa de 1994. Foto: Getty ImagesPartida contra a Nigéria, na terceira rodada da fase de grupos de 1994, marcou o fim da história de Maradona nas Copas. Foto: Getty ImagesExame antidoping acusou substância proibida, e jogador não pôde mais entrar em campo na Copa dos EUA. Foto: Getty ImagesRonaldinho Gaúcho é cumprimentado por Maradona nas Olimpíadas. Ex-craque argentino nunca escondeu admiração pelo brasileiro. Foto: Getty ImagesMaradona comandou a Argentina na Copa do Mundo de 2010. Seleção caiu nas quartas de final diante da Alemanha. Foto: ReproduçãoJosé Mourinho recebe a visita de Maradona em treino do Real Madrid. Foto: Getty ImagesEm jogo da final da Libertadores contra o Corinthians, torcida do Boca Juniors leva faixa em homenagem a Maradona. Foto: AFP

"Está surgindo um movimento que procura fazer barulho, uma espécie de revolução sul-americana, com um amante de Che (Guevara) na liderança. Sim, um tal de Diego Armando Maradona", destaca a publicação, que também cita as presenças de Enzo Francescoli, José Luis Chilavert, Oscar Ruggieri, Careca, Romario, Iván Zamorano e Carlos Valderrama no evento.

Além disso, o jornal explica as ideologias do movimento, que "critica os valores pagos pela Conmebol nos diretos de TV, salários e patrocinadores" e "desaprova o calendário, férias e estádios da América do Sul, que, assim como a Europa, deve ter um ex-jogador como presidente de sua entidade máxima". Por fim, o diário exalta uma frase dita por Maradona durante o encontro: "Eles (a Fifa) fumam os melhores cigarros, tomam as melhores champagnes, comem o melhor caviar, enquanto nós jogamos ao meio dia".

Outra publicação de grande importância na Argentina, o La Razon também repercutiu a presença de El Diez no evento. Além do canhoto, cita Chilavert e Romário, e diz que "estão todo unidos contra a Conmebol". Por fim, destaca as críticas do craque da Copa do Mundo de 1986 a Julio Grondona, presidente da Associação de Futebol da Argentina (AFA).

A Conmbebol (Confederação Sul-americana de Futebol), principal criticada na reunião da última quarta-feira, ainda não se pronunciou oficialmente sobre as declarações feitas por ex-craques e dirigentes de alguns clubes filiados à entidade.

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