Contratado há menos de um mês, jovem meia aproveita oportunidade entre os titulares e tem atuação decisiva na vitória sobre o Coritiba

Hyuri ganha abraço de Seedorf por um dos gols marcados contra o Coritiba
Wagner Meier/Agif/Gazeta Press
Hyuri ganha abraço de Seedorf por um dos gols marcados contra o Coritiba

A torcida do Botafogo só teve uma partida para lamentar a saída de Vitinho para o futebol russo. Depois de empatar sem gols com o São Paulo no úlimo final de semana, o time recebeu o Coritiba no Maracanã nesta quinta-feira e contou com um show do jovem Hyuri, justamente o substituto do antigo xodó, para vencer por 3 a 1.

O atacante foi contratado pelo time de General Severiano há menos de um mês e aproveitou a convocação de Nicolás Lodeiro para a seleção do Uruguai para ganhar vaga entre os titulares. Sem medo, partiu para cima da marcação paranaense e fechou o primeiro tempo anotando o segundo gol carioca em cabeçada certeza. Mas o melhor estava guardado para a etapa complementar.

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Aos quatro minutos do segundo tempo, Hyuri recebeu passe de Edílson na ponta direita e logo no domínio deixou o primeiro marcador para trás. Assim que invadiu a área coxa-branca, o jovem pedalou para cima do segundo e se viu preso entre três defensores. Com dois giros rápidos, saiu cara a cara com Vanderlei e bateu firme no canto direito para fazer o segundo dele e o terceiro do Bota.

"Vi que dava para ir, fui indo, fui indo e tive a felicidade de finalizar bem", explicou a revelação do Audax Rio. A grande atuação logo na estreia, inevitavelmente fez surgir comparações com Vitinho e Hyuri mostrou personalidade ao comentar sobre o assunto: "Para mim não existe, mas já que está havendo quero mostrar minha capacidade".

Apesar da confiança apresentada frente aos microfones, Hyuri também mostrou que mantém os pés no chão sobre a ascensão meteórica no futebol brasileiro. O garoto de 21 anos agradeceu a recepção que teve dos companheiros no Botafogo e revelou que não concedeu entrevistas no intervalo da partida para não perder a concentração em sua estreia pelo Alvinegro.

"Vou continuar trabalhando, pois isso aqui não vai valer de nada se na próxima rodada não jogar bem. Tenho que trabalhar para tudo acontecer naturalmente. Tive a oportunidade de falar com o Seedorf, tenho o carinho dele e de todo o grupo. Não falei no intervalo porque não queria tirar o foco da minha estreia. Tinha que ficar focado do primeiro ao último minuto", justificou.

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