Palmeiras cita finalizações erradas para explicar jejum de vitórias

Por Gazeta |

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Nesta terça-feira, a equipe não passou de um empate sem gols diante da Chapecoense, no estádio do Pacaembu

A última vitória do Palmeiras foi em um campeonato no qual já está eliminado e com gol de um jogador que quase saiu do clube: em 21 de agosto, 1 a 0 sobre o Atlético-PR, pela Copa do Brasil, com gol de Vilson. De lá para cá, foram quatro jogos sem vitória, sendo três deles pela Série B do Brasileiro. Um jejum que, na avaliação de jogadores e comissão técnica, tem como culpados os erros nas finalizações.

André Luiz, que acertou a trave no último minuto do 0 a 0 com a Chapecoense, nessa terça-feira, comparou o empate sem gols no Pacaembu com o 2 a 2 em Fortaleza, no sábado. "Não conseguimos fazer o gol, como ocorreu contra o Ceara. Fomos bem taticamente, criamos chances", argumentou o zagueiro.

SÉRGIO BARZAGHI/GAZETA PRESS
Palmeiras empatou com a Chapecoense

O discurso dos atletas, embora seja de admitir o incômodo pelo tempo sem vencer, é de calma. "O torcedor tem que ficar tranquilo, estamos jogando muito bem, só está faltando acertar a finalização. Não estamos ganhando, mas estamos muito bem, trabalhando bem, jogando bem", opinou Mendieta.

Kleina, Nobre e Valdivia são xingados por torcida do Palmeiras no Pacaembu

A busca por gols ficou clara em declaração de Valdivia no sábado, ressaltando que o time, ao fazer dois gols no Ceará, acabou com um período de dois jogos sem balançar as redes adversárias. A dificuldade, porém, está em trabalhar para melhorar os arremates: falta tempo para o time treinar em meio à maratona de jogos.

"Respeito qualquer filosofia de trabalho, mas, se marcarmos dois períodos de treinos, vamos aumentar as lesões. Não tem como fazer dois períodos porque não tem tempo", justificou Gilson Kleina, que, desde o início da Série B, ressalta dificuldades em furar retrancas. "Quando se pega um time que abdica de jogar, tentamos sair do bloqueio, movimentar, mas é necessário o capricho para sair na frente", solicitou.

Na visão do treinador, o problema não é psicológico. "Não creio em ansiedade ou preocupação. É o poder de definir mesmo. Faltou um pouco de sorte para sairmos com a vitória", apontou o técnico, falando dos empates com Ceará e Chapecoense, mas ciente de que é fundamental voltar a sair de campo com três pontos o quanto antes.

"Temos que voltar a vencer para pontuar. O empate nos tira dois pontos e quem vem atrás vai tirando a diferença. Precisamos estar atentos nisso. Vamos tentar retomar as vitórias e administrar esse momento", prometeu o treinador, pressionado desde a eliminação na Copa do Brasil, após a apática atuação na derrota por 3 a 0 para o Atlético-PR, na quarta-feira passada.

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