Má fase de Jô e Tardelli causa seca no ataque do Atlético-MG pós-Libertadores

Por Pedro Taveira - iG São Paulo |

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Média de gols marcados despenca de 2,07 por jogo da campanha na competição continental para 0,93 no Brasileirão; atacante da seleção não balança as redes desde 24 de julho

Bruno Cantini/Clube Atlético Mineiro
Melhor da Libertadores, ataque do Atlético-MG não consegue produzir no Brasileirão

O título da Libertadores já ficou para trás e o Brasileirão é o que resta ao Atlético-MG em 2013 antes do Mundial de Clubes. No entanto, o ataque do time parece ter parado no tempo. Dono da melhor marca ofensiva na última edição do torneio continental, a equipe alvinegra é a segunda pior na competição nacional neste quesito. O que se explica com a má fase de Jô e Diego Tardelli.

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O Atlético-MG anotou 29 gols em 14 partidas da Libertadores, o que corresponde a média de 2,07 tentos por jogo. Foram três goleadas – duas sobre o Arsenal de Sarandí e uma contra o São Paulo – e apenas quatro duelos sem balançar as redes pelo menos duas vezes.

Jô foi o principal goleador da disputa sul-americana com sete gols, um deles na decisão diante do Olimpia, no Mineirão. Tardelli, com seis, terminou como vice-artilheiro. Ronaldinho e Bernard marcaram quatro vezes cada um.

ATAQUE DO ATLÉTICO-MG CAI DE PRODUÇÃO
 NA LIBERTADORESNO BRASILEIRÃO
Atlético-MG29 gols em 14 jogos - média de 2,0715 gols em 16 jogos - média de 0,93 
7 gols em 14 jogos - média de 0,500 gols em 8 jogos
Diego Tardelli6 gols em 13 jogos - média de 0,462 gols em 8 jogos - média de 0,25
Na estreia da Copa Libertadores, o Atlético-MG venceu o São Paulo por 2 a 1, na Arena Independência. Foto: Gazeta PressNa segunda partida, mesmo jogando fora de casa, o Atlético-MG  atropelou o Arsenal de Sarandí por 5 a 2 . Foto: APContra o Strongest, o Atlético-MG venceu por 2 a 1 e conquistou a terceira vitória seguida. Foto: Christyam de Lima/Futura PressNo quarto jogo da Libertadores, o Atlético-MG manteve o 100% de aproveitamento com a vitória de 2 a 1 contra o Strongest. Foto: Juan Karita/APDepois, contra o Arsenal, o Atlético-MG venceu novamente por 5 a 2 e garantiu a melhor campanha da fase de grupos. Foto: Washington Alves/ReutersContra o São Paulo, na última partida da fase de grupos, o Galo sofreu a primeira derrota na competição: 2 a 0. Foto: Djalma Vassão/Gazeta PressNas oitavas, o Atlético-MG encarou o São Paulo e encaminhou a classificação com vitória de 2 a 1 no Morumbi. Foto: Miguel Schincariol/Gazeta PressNo jogo de volta, o Atlético-MG goleou o São Paulo por 4 a 1. Foto: Eugenio Savio/APNas quartas de final, o Atlético-MG enfrentou o Tijuana. No primeiro jogo, disputado no México, o Galo arrancou o empate por 2 a 2. Foto: APNo jogo de volta, Victor pegou pênalti aos 48 minutos do segundo tempo. Com o empate por 1 a 1, o Galo garantiu vaga na semifinal. Foto: ReutersNa semifinal, o Newell's venceu o primeiro jogo da semifinal por 2 a 0. Foto: Daniel Jayo/APNa volta, o Galo venceu por 2 a 0 e levou a decisão para os pênaltis. Mais uma vez brilhou a estrela de Victor. Foto: Paulo Whitaker/ReutersNo primeiro jogo da final, o Olimpia venceu o Atlético-MG por 2 a 0. Foto: Jorge Saenz/APNo Mineirão. Atlético-MG devolveu o placar de 2 a 0 e ganhou do Olimpia nos pênaltis. Foto: Pedro Vilela/ReutersRever levanta a taça inédita da Copa Libertadores para o Atlético-MG. Foto: Yuri Edmundo/Gazeta Press

Porém, a boa fase do ataque atleticano acabou junto com a Libertadores. O clube fez 15 gols em 16 partidas do Brasileirão até aqui, ostentando media de 0,93. Apenas o lanterna Náutico marcou menos: nove. Ronaldinho e o reserva Alecsandro balançaram as redes três vezes cada e são os artilheiros. Tardelli tem dois.

A situação mais complicada é a de Jô, que deve ser titular da seleção brasileira no amistoso do próximo sábado contra a Austrália. O gol em cima do Olimpia, no dia 24 de julho, foi seu último com a camisa atleticana. O atacante ainda não marcou em oito jogos que fez pelo campeonato nacional.

Por causa da baixa produção ofensiva, o Atlético-MG conquistou apenas 20 pontos nas 16 rodadas disputadas do Brasileirão, 14 a menos que o líder Cruzeiro. O clube é o 13º colocado.

"Temos que pensar no título porque é possível, matematicamente é possível. Vamos tentar subir, para no sprint final, a gente estar mais próximo e tentar o título”, falou o zagueiro Leonardo Silva, que se prepara para o duelo de quarta-feira contra o Fluminense.

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