Presidente Paulo Nobre fez discurso prometendo entregar um "Palmeiras melhor do que recebeu", enquanto o ex-mandatário Arnaldo Tirone passou rapidamente pelo evento

O tradicional banquete de aniversário do Palmeiras não ocorreu na sede social do clube porque o Palestra Itália segue sob reformas, mas os presentes na festa oficial, em um buffet na Vila Olímpia, deram um ar de estádio ao local. Sob gritos comuns em arenas mesmo antes de a casa alviverde entrar em obras, o Palmeiras celebrou a entrada de seu 99º ano de vida.

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Paulo Nobre fez discurso na festa de aniversário de 99 anos do Palmeiras
Gazeta Press
Paulo Nobre fez discurso na festa de aniversário de 99 anos do Palmeiras

Com as presenças do ministro do Esporte, Aldo Rebelo, torcedor do Palmeiras assumido e de outros políticos como o governador Geraldo Alckmin e o ex-prefeito Paulo Maluf, o Palmeiras teve uma festa regada a quebras de protocolo. Convidados subiam nas mesas e cadeiras, usavam apoios de prato e talheres como instrumentos e cantavam com tanto entusiasmo que cobriam o hino executado nas caixas de som.

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Só foi possível ouvir Paulo Nobre dizer "Parabéns, Palmeiras!" em um raro momento de silêncio. Com celebração que teve também lenços brancos girando com o auxílio dos dedos dos palmeirenses, ouviu-se a música "Eu sou Palmeiras, sim senhor, e bebo todas que vier, canto meu porco, meu único amor". 

O cantor palmeirense Wilson Simoninha levou sua banda para fazer um show ao vivo. E encerrou seu concerto com convidados invadindo o seu palco e, com sua permissão, tomando-lhe o microfone para cantar.

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Antes da festa promovida pelos próprios convidados, Paulo Nobre abriu uma série de discursos políticos. Após o presidente prometer entregar um Palmeiras "melhor do que recebeu", o ministro dos Esportes, Aldo Rebelo, subiu ao palco vestido todo de preto, ouvindo críticas pela vestimenta escolhida, lembrando o arquirrival Corinthians. Mas logo foi agraciado quando disse ter dados de que há mais de 8 milhões de palmeirenses espalhados em nove estados do Nordeste brasileiro e encerrou gritando "Vida eterna ao Palmeiras!".

Até o governador de São Paulo, Geraldo Alckmin, santista, agradou aos presentes com um curto discurso que começou com ele se dizendo "um peixe fora d’água". Já o presidente da Confederação Brasileira de Futebol (CBF), José Maria Marin, ex-jogador do São Paulo, tomou mais tempo dos presentes no qual falava mais de sua gratidão ao esporte do que felicitava o aniversário palmeirense, mas escapou das vaias. Outro que compareceu ao evento foi o ex-presidente Arnaldo Tirone, que deixou uma dívida estimada em R$ 300 milhões no Palmeiras. Persona non grata no clube, Tirone tentou passar despercebido na festa, cumprimentou alguns dirigentes e logo deixou o local. 

Evair, que marca a conquista do Paulista de 1993, título que encerrou jejum de quase 17 anos do clube, atendia a fãs perto de uma réplica de sua camisa, exposta ao lado de uma maquete do Palestra Itália reformado. Também estiveram presentes dois membros do time atual: o técnico Gilson Kleina e o zagueiro e capitão Henrique, que chamou atenção por ser o único convidado trajando calça jeans e camiseta.


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