Ao confirmar empréstimo ao Palmeiras, Nobre quebra promessa do mandato

Por iG São Paulo * |

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Apesar de afirmar quando assumiu a direção que não tiraria dinheiro do bolso para ajudar o clube, presidente alviverde admitiu ter de fazer por "uma necessidade"

Gazeta Press
Paulo Nobre quando venceu as eleições, em janeiro

Paulo Nobre assumiu a presidência do Palmeiras no dia 21 de janeiro deste ano. Três dias depois, disse aos torcedores que não colocaria dinheiro do próprio bolso para sanar as dívidas do clube. Porém, sete meses após a promessa, o cartola teve de recorrer aos seus próprios investimentos para evitar maior déficit no cofre alviverde.

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Durante festa de gala na noite de segunda-feira, em comemoração aos 99 anos do Palmeiras, Paulo Nobre admitiu emprestar dinheiro ao clube.

"O Palmeiras não pode ser refém de dirigente. Tem de entrar e sair presidente e as pessoas nem perceberem. Era um compromisso de campanha não colocar meus esforços próprios, mas foi necessário. Vou devolver tudo antes de sair da presidência. O Palmeiras vai andar com suas próprias pernas", disse o mandatário.

O presidente já tornou público que deve dois meses de direitos de imagens a alguns jogadores e disse poder trabalhar apenas com 25% do orçamento do ano, porque o restante foi gasto pelo ex-presidente Arnaldo Tirone. 

Esta não foi a primeira vez que Nobre tirou dinheiro do próprio bolso para ajudar o Palmeiras. Segundo ele mesmo declarou em janeiro deste ano, já colocou dinheiro para pagar atraso de salários, bichos e luvas de jogadores em gestões anteriores.

"Eu me comprometi a não colocar mais o dinheiro. Coloquei dinheiro quando tinha de pagar atraso de salário, de bicho e luvas. Isso é um erro. O clube não pode ser refém de seus dirigentes. Isso é errado. O objetivo é não colocar nenhum centavo do meu patrimônio, mas trazer a minha experiência no mercado", afirmou Nobre no dia 24 de janeiro.

Outro fator que prejudica a entrada de dinheiro no caixa do Palmeiras é a falta de um patrocinador master na camisa. Desde que terminou o contrato com a Kia, no fim do Paulistão, o clube vem negociando com empresas, mas não conseguiu nenhum acordo.

"Os patrocínios acontecerão naturalmente. É muito difícil conseguir um patrocínio do tamanho do que queremos, mas acreditamos que nos próximos meses isso acontecerá. E não só o patrocínio. O programa de sócio-torcedor vai ser uma receita super importante. E temos de ter criatividade para criar novas fontes e cortar os gastos que forem possíveis", completou o presidente, que em sua gestão tem adotado uma política mais econômica e "sem loucuras".

*Com Gazeta Esportiva

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