"Brasileiro", Seedorf revela tristeza com eliminação da seleção na Copa de 1986

Por iG São Paulo * |

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Meia diz ter chorado ao ver o Brasil sendo derrotado pela França nas quartas de final daquele Mundial e exalta trabalho do Botafogo pela campanha no Brasileirão

Gazeta Press
Seedorf, meia do Botafogo

O meia Clarence Seedorf foi contratado em julho de 2012 pelo Botafogo, mas sua ligação com o Brasil não se resume apenas ao período de pouco mais de um ano em que está no país. Em entrevista ao site da Fifa, publicada nesta segunda-feira, ele disse se sentir em casa e revelou que sofreu bastante quando viu a seleção brasileira ser eliminada pela França nas quartas de final da Copa do Mundo de 1986.

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"Eu me sinto um pouco brasileiro, sim", disse o holandês, nascido no . "Claro que é um elogio. Os fatos dizem que os melhores jogadores saíram daqui. Acho que têm poucos países em que você sai e vê tanta camisa de futebol na rua. Qualquer pessoa, de qualquer situação social, sente o orgulho de levar a camisa do seu clube. O Suriname vê muito a seleção brasileira, junto com a holandesa. Quando assisti à Copa de 1986, meu pai teve que me levar para fora e me acalmar quando o Brasil perdeu da França. Eu estava chorando, com raiva, era o último torneio do Zico. O futebol para mim era aquele."

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Vice-líder do Brasileirão com 29 pontos, o Botafogo tem justamente o holandês como seu principal destaque na competição. Questionado sobre a razão pela qual o clube carioca vem fazendo boa campanha no campeonato, Seedorf começou a resposta repetindo uma palavra: "trabalho".

"Um grupo com muita vontade de evoluir, e rápido", disse o meia de 37 anos, antes de exaltar os papíes do técnico Oswaldo de Oliveira e dos jovens atletas do elenco. "Um treinador que está fazendo um trabalho maravilhoso. Tem qualidade e tem muita garotada, mas a garotada está fazendo a diferença pela evolução que está mostrando. É uma coisa rara ver tantos jogadores evoluindo tão rápido. Normalmente, num elenco você tem como trocar jogadores e não perder um onze forte. A gente sabe que não tem um elenco como Corinthians, Grêmio e Inter. Por isso, os jovens que estão jogando mais precisam evoluir muito rápido. Não tem como ficar trocando o tempo todo", apontou.

Seedorf ainda comentou sobre a participação que exerce neste processo de evolução dos jovens. "As pessoas veem só aqueles 90 minutos, mas são muitos, muitos minutos por trás, conversando com eles, fazendo perguntas. Quando você faz pergunta para um jogador mais novo, e não só um jogador mais novo, ele começa a raciocinar. Eu vou falar tudo que ele tem que fazer? Dentro de campo, sim, porque a gente tem uma postura diferente. Fora do campo, tem que ser uma postura para fazer eles crescerem. E eu também cresço como todos. Minha evolução também foi muito rápida e não foi fácil. Fora do campo, é muita conversa para fazer entender certas coisas, para que seja uma evolução consciente", declarou.

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