Menor que assumiu a autoria do disparo do sinalizador teria de se apresentar à autoridades bolivianas para ser punido

Corpo do garoto Kevin Espada foi enterrado em Cochabamba
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Corpo do garoto Kevin Espada foi enterrado em Cochabamba

Está arquivado o processo instaurado no Brasil para apurar a morte de Kevin Beltrán - o garoto de 14 anos atingido por um sinalizador na partida entre San José e Corinthians , em fevereiro, na Bolívia, em jogo da Copa Libertadores. Assim, a não ser que o menor que assumiu a autoria do disparo se apresente às autoridades bolivianas, ele não será punido.

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O inquérito foi abortado porque já há uma investigação de mesmo teor no país onde morreu Kevin. E a legislação brasileira impede a extradição do adolescente que confessou a autoria do crime, em depoimento prestado em Guarulhos. Só uma apresentação voluntária, descartada pela defesa, mudaria o cenário.

No dia da partida, 20 de fevereiro, 12 corintianos foram detidos. Sete deles acabaram sendo liberados no início de junho, por falta de indícios que os ligassem ao incidente. Os demais seguiram o mesmo caminho em agosto, após mais de cinco meses na penitenciária San Pedro, em Oruro.


Os advogados da Gaviões da Fiel, que acompanharam o caso prestando auxílio aos detidos, confirmaram o arquivamento do processo no Brasil. E os pais de Kevin, apesar das acusações de negociar a liberdade dos torcedores, manifestaram-se a todo momento contra a soltura.

O Corinthians teve participação ativa nas tratativas, articulando estratégias com o Ministério das Relações Exteriores e com o Ministério da Justiça. No que chamou de "ajuda humanitária", o clube do Parque São Jorge doou US$ 50 mil à família do adolescente morto.

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