Justiça brasileira arquiva caso Kevin e descarta punição a menor

Por Gazeta |

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Menor que assumiu a autoria do disparo do sinalizador teria de se apresentar à autoridades bolivianas para ser punido

AP
Corpo do garoto Kevin Espada foi enterrado em Cochabamba

Está arquivado o processo instaurado no Brasil para apurar a morte de Kevin Beltrán - o garoto de 14 anos atingido por um sinalizador na partida entre San José e Corinthians, em fevereiro, na Bolívia, em jogo da Copa Libertadores. Assim, a não ser que o menor que assumiu a autoria do disparo se apresente às autoridades bolivianas, ele não será punido.

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O inquérito foi abortado porque já há uma investigação de mesmo teor no país onde morreu Kevin. E a legislação brasileira impede a extradição do adolescente que confessou a autoria do crime, em depoimento prestado em Guarulhos. Só uma apresentação voluntária, descartada pela defesa, mudaria o cenário.

No dia da partida, 20 de fevereiro, 12 corintianos foram detidos. Sete deles acabaram sendo liberados no início de junho, por falta de indícios que os ligassem ao incidente. Os demais seguiram o mesmo caminho em agosto, após mais de cinco meses na penitenciária San Pedro, em Oruro.

Leandro Oliveira, que esteve preso em Oruro e participou da briga no domingo, é o primeiro da esquerda para a direita. Foto: Daniel Rodrigo/ReutersKevin Douglas Beltran Espada, torcedor do San José morto por um artefato explosivo no jogo contra o Corinthians. Foto: Reprodução/FacebookCorintianos posam para fotos com bolivianos em presídio de Oruro, onde estão presos desde 20 de fevereiro. Foto: Daniel Rodrigo/ReutersOs 12 corintianos presos em Oruro. Eles são investigados pela morte de Kevin Beltrán Espada durante a partida entre Corinthians e San José. Foto: Daniel Rodrigo/ReutersMenor chega à Vara da Infância em Guarulhos. Foto: Gazeta PressJogadores de Corinthians e Bragantino respeitam um minuto de silêncio em homenagem ao garoto boliviano morto na quarta-feira. Foto: Gazeta PressOs torcedores corintianos foram transferidos para um presídio de Oruro. Foto: APCorpo do garoto Kevin Espada foi enterrado no sábado na cidade de Cochabamba. Foto: APFabio Santos defende que o Corinthians saia da Libertadores se tiver a certeza que isso acabará com a violência nos campos. Foto: Gazeta PressTorcida do San José usou fogo nas arquibancadas para apoiar o time contra o Corinthians. Foto: ReutersGuerrero e Ralf no Corinthians. Foto: APPoliciais são vistos nas arquibancadas de estádio de Oruro durante partida San Jose x Corinthians. Foto: APSaucedo comemora o gol de empate do San José contra o Corinthians. Foto: ReutersO atacante Jorge Henrique tenta passar pela marcação do San José em jogo da Libertadores na Bolívia. Foto: ReutersTite comanda Corinthians no empate com o San Jose na estreia na Libertadores. Foto: APEmerson e Jorge Henrique usam máscaras de oxigênio antes da partida do Corinthians contra o San José, em Oruro, a mais de 3.700m de altitude. Foto: Reprodução/InstagramRomarinho chega à Bolívia para a estreia do Corinthians na Libertadores. Foto: Daniel Augusto Jr./Agência Corinthians


Os advogados da Gaviões da Fiel, que acompanharam o caso prestando auxílio aos detidos, confirmaram o arquivamento do processo no Brasil. E os pais de Kevin, apesar das acusações de negociar a liberdade dos torcedores, manifestaram-se a todo momento contra a soltura.

O Corinthians teve participação ativa nas tratativas, articulando estratégias com o Ministério das Relações Exteriores e com o Ministério da Justiça. No que chamou de "ajuda humanitária", o clube do Parque São Jorge doou US$ 50 mil à família do adolescente morto.

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