'Foi a pior partida que fizemos', diz Vadão após derrota para Ponte Preta

Por Gazeta |

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Técnico do Criciúma se irritou por perder em casa em jogo pela Copa Sul-Americana

Site oficial do Criciúma
Vadão, técnico do Criciúma

O resultado foi ruim, mas a atuação foi pior. Jogando em casa em sua estreia na Copa Sul-Americana, o Criciúma acabou derrotado por 2 a 1 para a Ponte Preta e ainda foi duramente vaiado pelo pouco mais de seis mil torcedores que compareceram ao Estádio Heriberto Hulse.

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Consciente da má atuação de sua equipe, o técnico Vadão considerou o jogo como o de pior desempenho desde sua chegada ao Criciúma: "Eu acho que foi a pior partida que nós jogamos, indiscutivelmente. A equipe não conseguiu se acertar em nenhum momento. No intervalo conversamos e os jogadores conversaram entre eles, mas o time reagiu muito pouco. Mesmo assim, até tivemos duas oportunidades para termos um resultado melhor, mas a verdade é que não merecemos. Fizemos a pior partida na minha avaliação e acabamos perdendo".

O treinador ainda tentou encontrar explicações para o fraco desempenho dentro de campo, mas se comparou ao técnico Tite, do Corinthians, que também não soube explicar a derrota de sua equipe diante do Luverdense, também nesta quarta, pela Copa do Brasil: "É difícil saber o que aconteceu antes de voltar, reapresentar, conversar com os atletas. Eu estava aqui assistindo a coletiva do Tite e ele também estava tentando explicar o motivo de o time jogar mal. No momento que nós atravessamos, a gente não pode ter uma postura ruim como a que tivemos. O resultado poderia ter sido de derrota, mas com outra postura. Acho que o que incomodou o torcedor foi isso. Teve uma mudança muito grande nessa partida".

"Nós perdemos para o Atlético-PR, mas tivemos uma postura totalmente diferente da de hoje. Muitas vezes a torcida reclama da equipe e eu digo que não faltou luta. Hoje faltou tudo. Hoje nós não jogamos absolutamente nada. Então eu tenho que concordar com o torcedor, que está coberto de razão. Não dá pra gente esconder uma má atuação da forma que foi. Acabou surpreendendo a todos nós a maneira como a gente atuou. A gente atuou muito mal", completou Vadão.

Além de vaiar a equipe até no momento do gol de João Vitor, de entonar cânticos como "time sem vergonha" e de mostrar faixas com as frases "Viemos pela camiseta, não por vocês", após a partida, torcedores mais exaltados do Tigre ainda apedrejaram o ônibus da equipe e os carros de alguns jogadores que estavam no estacionamento do estádio.

Mas apesar de se mostrar compreensivo com as manifestações nas arquibancadas, o comandante tricolor condenou os atos de vandalismo praticados fora do estádio após o jogo: "O protesto na arquibancada foi absolutamente correto. Mas sou totalmente contra a quebrar carro de jogador. Ninguém me convence de que isso seja uma coisa normal, porque não é. Acho que se amanhã eu for num banco, não for bem atendido e eu pegar um tijolo e quebrar o banco, não teria justificativa. A gente entende a paixão do torcedor, que tem razão, mas o fato de arrebentar carro de atleta ou cometer agressão não dá. O futebol é uma profissão, mas também um esporte. Então, tem que ser preservada e não ultrapassar o limite. Se ultrapassar, as coisas pioram ainda mais".

Na próxima quarta-feira, o Criciúma vai a Campinas buscando reverter o placar adverso obtido pela Ponte como visitante. Antes, o time volta as atenções para o Campeonato Brasileiro. No sábado, às 21 horas, recebe o Coritiba no Heriberto Hülse pela 16ª rodada do Nacional.

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