Atacante de 16 anos entrou na vaga de Victor Andrade, cortado antes da partida contra o Grêmio por ter tomado um remédio antialérgico

Gabriel comemora gol da vitória do Santos na Vila
RICARDO SAIBUN/Gazeta Press
Gabriel comemora gol da vitória do Santos na Vila

Relacionado para o jogo contra o Grêmio de última hora, o atacante Gabriel, de apenas 16 anos de idade, foi decisivo ao marcar o gol da vitória do Santos , na noite desta quarta-feira, na Vila Belmiro. Ele entrou na vaga de Victor Andrade, cortado por ter tomado um remédio antialérgico. O departamento médico do clube entendeu que era melhor Victor ficar fora da partida.

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Para o técnico Claudinei Oliveira, Gabriel teve "estrela" para dar a vitória ao Santos. O atleta treinou em dois períodos nesta quarta e foi assistir ao confronto no estádio, quando recebeu a notícia de que iria para o banco de reservas. Gabriel entrou no lugar de Neílton, durante o segundo tempo.

"Comentei isso antes do jogo. Essas mudanças, às vezes, chegam para ajudar. O cara entra, joga e faz o gol. O Gabriel treinou em dois períodos, mas quando a gente soube que o Victor não podia atuar, o chamamos. Temos que dar os parabéns a ele", disse Claudinei, durante sua entrevista coletiva após o jogo.

Veja o gol do Santos diante do Grêmio na Vila Belmiro:


O treinador também explicou por qual razão resolveu colocar Gabriel em campo, ao invés de optar pelo centroavante Willian José. "Eu tinha o Willian José também, mas ele é um jogador mais de área. O Gabriel foi para termos dois jogadores abertos (ao lado de Thiago Ribeiro). O Neílton estava perdendo o vigor físico, sofrendo com o desgaste. O imponderável acontece e hoje tudo concorreu para que as coisas dessem certo", comentou.

Indagado sobre os seus méritos na alteração, Claudinei Oliveira preferiu destacar a importância da participação do atacante no jogo. O comandante também aproveitou para descartar o fator "sorte" como decisivo para a vitória sobre os gremistas, no duelo de ida das oitavas de final da Copa do Brasil.

"Sem querer a gente não faz nada. O futebol não tem nada a ver com sorte, poderia entrar outro e fazer o gol. Todo mundo está no elenco, fica à disposição. Aqui ninguém faz nada sem querer. Fomos abençoados. Não digo sorte porque a gente trabalha para que as coisas aconteçam. O Gabriel fez a parte dele e ganha força", encerrou.

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