Volante do Palmeiras, que interessa ao Atlético-MG, prefere não se manifestar sobre as negociações acerca de sua possível saída

Enquanto aguarda negociação com o Atlético-MG, Wesley ajuda o Palmeiras a se manter na liderança da Série B
Gazeta Press
Enquanto aguarda negociação com o Atlético-MG, Wesley ajuda o Palmeiras a se manter na liderança da Série B

Nessa terça-feira, pela segunda vez Wesley teve que entrar em campo preocupado em ignorar as negociações com o Atlético-MG. O volante, que fez o gol da vitória por 2 a 1 sobre o Paraná no fim de semana e atuou no 1 a 0 sobre o Joinville, garante que se mantém à parte das conversas, ao mesmo tempo em que pede para a diretoria definir se ele sairá do Palmeiras .

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"Está na mão da diretoria resolver", disse o camisa 11, que confia em seus representantes para acompanhar as conversas. Por enquanto, o acerto está emperrado pela questão financeira, principalmente atrativo para o Verdão. O diretor executivo José Carlos Brunoro já disse que só dinheiro faria o clube abrir mão do meio-campista.

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E o jogador se esforça para evitar qualquer prejuízo em campo da discussão sobre seu futuro. "Se eu não esquecer, a batata assa", sorriu. "Estou com a cabeça tranquila, não muda nada para mim. Continuo tranquilo, fazendo o que mais amo: jogar futebol", prosseguiu.

Publicamente, o atleta não se posiciona sobre as tratativas, sem dar pistas se aprova ou não a troca de clube em meio à sua melhor fase no líder da Série B do Brasileiro. "Fico muito feliz pelo interesse, assim como estou muito feliz aqui, já adaptado ao Palmeiras", desconversou.

A saída de Wesley já tem o aval de Gilson Kleina, mas há um impasse entre os dirigentes. Ser emprestado até o fim do ano não interessa ao volante, assim como o Verdão descarta repassá-lo por mais tempo, já que, daqui um ano, ele poderá assinar pré-contrato e sair de graça ao final do vínculo atual, no começo de 2015.A alternativa de pedir cerca de R$ 6 milhões ao Galo - quase R$ 5 milhões da última parcela para o Werder Bremen e mais de R$ 500 mil em dívidas com o jogador - não é mais considerada porque o presidente Paulo Nobre, do Verdão, foi pressionado a cobrar, ao menos, R$ 7 milhões para liberá-lo em definitivo, já que não cumpriu ainda nem metade de seus três anos de contrato, passou seis meses machucado e custou cerca de R$ 14 milhões.

"O futuro a Deus pertence. Vou para casa como jogador do Palmeiras de novo", afirmou Wesley, que tem o apoio da torcida pela sua permanência. Foi criado o site www.ficawesley.com.br, que exibe os três gols marcados por ele em 41 jogos pelo clube e tem uma página no Facebook  na qual mais de 10 mil pessoas concordam com sua sequência no Verdão.

"Fico feliz, é algo de grande importância. Tive um 2012 complicado, mas, devagarzinho, com a ajuda dos meus companheiros, estou em boa forma. O site é um sinal de que meu trabalho está sendo bem reconhecido. Agradeço e espero evoluir ainda mais", comentou Wesley.

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