Técnico do Corinthians aponta direcionamento injusto nas análises da imprensa e defende a equipe da propalada falta de vontade

Tite, técnico do Corinthians
Daniel Augusto Jr/Ag. Corinthians
Tite, técnico do Corinthians

Reconhecido como o melhor elenco do futebol nacional, o Corinthians é o oitavo colocado do Campeonato Brasileiro e tem em uma aparente falta de disposição para jogos não decisivos sua crítica mais recorrente. "Vamos jogar bola", cobrou a torcida ao fim do empate com o Santos.

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O tom geral dos questionamentos incomoda Tite. O técnico concedeu nesta sexta-feira uma entrevista mais agressiva do que as habituais, na qual apontou um direcionamento injusto nas análises da imprensa e defendeu a equipe, atual campeã mundial, da propalada falta de vontade.

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"Por favor, torcedor, não acredite quando falam que faltou vontade, que o time joga quando quer. Isso seria sinal de falta de caráter, falta de respeito com o clube. Quando não dá para jogar melhor, temos humildade de reconhecer que o outro lado foi melhor. Pode ter faltado competência do técnico, faltado condição física. Falta de vontade é falta de caráter. Isso a equipe não tem", afirmou.

Antes mesmo que tivesse início a entrevista, o gaúcho elogiou a atuação de quarta-feira do Santos, que vinha de derrota por 8 a 0 --- segundo ele, "não como justificativa, como reconhecimento". O treinador estava com as ideias preparadas para questionar as críticas ao seu time.

"Fisicamente, eles estiveram melhor. Taticamente, estiveram melhor. Tecnicamente, estiveram melhor. Não é mau reconhecer o trabalho do outro lado", disse o comandante, que fez um pedido aos jogadores. "É preciso saber trabalhar no Corinthians. É sempre para cima ou para baixo demais, as coisas ecoam demais. Depois da vitória sobre o Criciúma, estava lá em cima. Depois do Santos, tudo ruim."

Tite ainda reclamou da expressão que o persegue, "empatite", dizendo que as reclamações sobre a frequência dos empates eram justas apenas no início do campeonato. Lembrou que o Corinthians vem de duas vitórias e um empate e justificou as dificuldades do início por meio da conquista da Recopa Sul-Americana, em decisão contra o São Paulo.

"Se você coloca a Recopa no meio, pode fazer uma análise mais fidedigna. Priorizamos a Recopa, o clube queria ser campeão da Recopa. Mais do que a Recopa, era o maior clássico do futebol paulista. Sempre coloco que é um campeonato à parte esse clássico. E nós tínhamos essa prioridade", explicou.

Feitas essas observações, o treinador concluiu sua entrevista prometendo o que, segundo ele, não faltou até agora. Para dar sequência ao que chama de "processo de retomada", ele assegurou que haverá disposição dos atletas para derrotar o Vitória no próximo domingo, no Pacaembu.

*Com Gazeta

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