Kleina cita início de Valdivia no Palmeiras para ter calma com Eguren e Mendieta

Por Gazeta |

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"O Valdivia me disse esses dias que levou seis meses para se adaptar", disse o treinador

Embora aplaudido por alguns em São Caetano, Mendieta quase não acertou dribles e passes em sua segunda partida pelo Palmeiras, enquanto Eguren, apesar de ter treinado como titular, não jogou e ainda viu Marcelo Oliveira ser o único volante a sair do banco. Gilson Kleina fala dos dois casos pedindo paciência, e se apoia no histórico de Valdivia para isso.

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"O Valdivia me disse esses dias que levou seis meses para se adaptar", disse o treinador. Em sua primeira passagem, o Mago, comprado por cerca de R$ 8 milhões do Colo Colo, passou todo o segundo semestre de 2006 entrando aos poucos no time que se salvou do rebaixamento no Brasileiro na penúltima rodada. Mas terminou o ano com moral, tanto que o técnico Caio Júnior chegou lhe entregando a camisa 10 com a qual virou ídolo na conquista do Paulista de 2008 e que voltou a vestir ao ser recontratado, há três anos.

Marcello Zambrana/Gazeta Press
Eguren, jogador do Palmeiras

A previsão de Kleina é que algo similar ocorrerá com os estrangeiros vindos do Libertad, do Paraguai. "Vai acontecer essa adaptação, mas precisamos de paciência. Precisam se adaptar àquilo que pensamos na Série B", ressaltou o comandante.

Mendieta ocupa um estágio mais avançado. Já fez seis jogos pelo clube, dois deles como titular. Na primeira vez em que substituiu Valdivia, contra o Icasa, mexeu-se bem e deu alguma dinâmica à equipe, mas foi um atleta não só inútil ofensivamente diante do São Caetano como perdeu muitas bolas, iniciando contra-ataques para o adversário.

"Estamos dando ritmo ao Mendieta. Às vezes o comparamos ao Valdivia, mas ele tem que ser o Mendieta. E está se adaptando. Jogava no Paraguai e agora está no futebol brasileiro, e na Série B. Está evoluindo", analisou Kleina, que sempre ressaltou a timidez na sua tentativa de fazer o paraguaio de 22 anos vingar - Valdivia tem ajudado neste quesito, sendo o colega com quem o camisa 8 mais conversa.

Eguren tem uma personalidade diferente. Se Mendieta está em sua primeira experiência fora do país, o uruguaio de 32 anos já disputou uma Copa do Mundo e venceu uma Copa América e tem no currículo passagens por times de Suécia, Noruega, Espanha e Paraguai, vivência que o faz ser falante a ponto dar ordens de posicionamento aos companheiros durante os treinos. O seu obstáculo atualmente é tático.

O camisa 5 chegou por ser o marcador de cabeça de área que faltava ao elenco, já que Márcio Araújo é considerado uma improvisação na função. Com esta tarefa, treinou como titular para substituir Charles, suspenso contra o São Caetano, mas ficou na reserva em prol do 4-3-3 com Ananias como novidade e viu o esquema se desfazer com a entrada do também volante Marcelo Oliveira, que pouco tem atuado.

"O Marcelo entrou pela circunstância. É experiente, treina bem, carrega bem a bola, joga de volante e lateral. Precisávamos muito fechar o lado, o meio, e ele foi perfeito nisso preenchendo bem o meio-campo sem deixar o São Caetano progredir. Com o Eguren, mudaria muito", justificou Kleina.

A explicação foi dada ao uruguaio, que, até agora, atuou menos de dez minutos pelo time, entrando no fim da vitória sobre o Bragantino na última sexta-feira. "Todos queremos o Eguren e conversei com ele sobre a situação. Tenho certeza de que ele vai evoluir no sentido de adaptação, só precisamos ter um pouquinho de tranquilidade", afirmou o técnico.

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